Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
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André Mendonça avalia levar a Fachin indícios de que Moraes teria pedido proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro já mapeia votos favoráveis à abertura de investigação no STF.

O ministro do STF André Mendonça avaliou, em conversas com interlocutores, considerar graves novas revelações que apontam que o ministro Alexandre de Moraes possa ter pedido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nesse sentido, ele avalia levar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido formal de abertura de investigação contra Moraes e já mapeia os votos que teria a favor da abertura da investigação.

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Por se tratar de um ministro do STF, só o plenário da Corte pode autorizar a abertura de investigação desse porte. Além das mensagens, outra informação é considerada grave e passível de investigação: a de que Moraes teria manuseado o contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Mendonça, segundo fontes, já vinha alertando Fachin de que havia indícios de envolvimento direto de Moraes com Vorcaro. Seus aliados, inclusive, já vêm mapeando votos caso haja o pedido formal de investigação contra Moraes.

Mapeamento de votos

  • Votos considerados garantidos para Moraes: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes.
  • Votos que Mendonça teria a seu favor: Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux.
  • Ministra em dúvida: Cármen Lúcia — ela e o ministro nunca foram próximos, mas a aposta é de que ela votaria pela abertura da investigação.
  • Possível participação de Toffoli: Há dúvida se Toffoli participaria da votação por ser suspeito de envolvimento com Vorcaro; caso participe, ele é considerado um voto a favor da investigação contra Moraes.

Segundo a apuração, Mendonça e Toffoli são próximos, e a investigação contra Toffoli não teria avançado. A leitura apontada é de que a relação de Vorcaro com o resort da família de Toffoli foi apenas uma transação comercial.

O cenário descrito indica que, se o pedido formal for encaminhado ao presidente do STF, o desfecho dependerá do posicionamento do plenário. A movimentação política e institucional em torno das alegações envolvendo mensagens e o contrato de R$ 129 milhões coloca a Corte em evidência sobre como proceder diante de suspeitas envolvendo um de seus ministros.

O caso reúne elementos que podem motivar pedido de investigação e decisão do plenário: mensagens que apontam pedidos de proteção a Vorcaro, a alegação de manuseio do contrato de R$ 129 milhões e o mapeamento de votos entre os ministros. A evolução dependerá do encaminhamento formal do pedido e da avaliação colegiada do Supremo.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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