Itabaiana · segunda-feira · 02 de novembro de 2026
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Estudo da Simples Dental com 500 brasileiros aponta que 50% têm medo de ir ao dentista e 20% relatam ansiedade antes das consultas. Barulho do motorzinho, anestesia e traumas na infância ajudam a explicar a evasão.

O som do motorzinho, a anestesia e lembranças de consultas difíceis na infância explicam por que muitos brasileiros evitam ir ao consultório. Em alguns casos, esse receio é tão intenso que recebe o nome de odontofobia. Em alusão ao Mês do Dentista — em outubro são celebrados o Dia Mundial do Dentista (03) e o Dia do Cirurgião-Dentista (25) — um estudo da Simples Dental ouviu 500 brasileiros de todas as regiões do país e descobriu que 50% dos entrevistados têm medo de ir ao dentista.

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Do total, 20% relataram quadros de ansiedade antes das consultas. Entre as consequências desse receio está o adiamento do atendimento: 35% afirmaram já ter adiado consultas odontológicas por pelo menos seis meses, enquanto 22% disseram ter ficado mais de um ano sem atendimento por causa do medo.

Sobre as causas do receio, a pesquisa apontou que 64,6% dos entrevistados relacionaram o medo à dor, às agulhas e à anestesia. Em seguida, aparecem experiências ruins no passado, especialmente na infância (50,2%), e fatores sensoriais como barulho, cheiro ou aparência dos equipamentos (36,2%).

Ao comentar os resultados, Samuel Suhwan Oh, Diretor de Marketing da Simples Dental, ressaltou que a relação com o dentista começa antes da consulta:

“Muitas vezes, o paciente chega ao consultório carregando experiências anteriores, algumas delas desde a infância, o que pode acompanhar a pessoa pelo resto da vida e influenciar a forma como ela cuida da própria saúde bucal. Isso mostra que a confiança é um ativo que se constrói ao longo do tempo. Para clínicas e consultórios, entender essa jornada é o primeiro passo para criar uma relação mais tranquila e duradoura com quem atendem”.

O levantamento também indica que a modernização e a organização do atendimento podem ajudar a reduzir o receio. Nesse sentido, a tecnologia surge como aliada para tornar a experiência mais previsível e confortável.

“Se o ambiente e os equipamentos do consultório são fatores que geram receio, a modernização da clínica à forma como o atendimento é organizado, ajuda a construir uma experiência mais confortável e previsível para o paciente. Nesse cenário, o dentista pode usar a tecnologia a seu favor, buscando equipamentos mais modernos e amigáveis, que tornem a experiência mais confortável para quem tem receio.”

O estudo mostrou ainda que o atendimento acolhedor tem impacto direto na percepção do paciente: 76% dos entrevistados disseram que atendimentos mais cautelosos, com explicações claras e palavras encorajadoras, mudaram positivamente sua visão sobre o dentista. Essa mudança se reflete também na disposição a pagar mais pelo serviço: 34,4% pagariam 10% a mais por consultas humanizadas; 23,2% pagariam até 20% a mais; e 14,4% até 30% a mais.

Hoje, 6 em cada 10 entrevistados afirmaram ter um dentista de confiança, com quem se sentem à vontade para dialogar sobre o tratamento. Sobre a importância da experiência digital e da segurança das informações, 64,2% dos participantes consideraram a proteção de dados um fator que demonstra cuidado com o paciente, enquanto 61,4% destacaram a facilidade para agendar e confirmar consultas como elemento relevante na relação com a clínica.

“O atendimento humanizado deixou de ser um diferencial e passou a fazer parte da estratégia de qualquer clínica que queira crescer de forma sustentável. Quando o profissional conhece o histórico do paciente, se comunica com clareza e acompanha cada etapa do tratamento, ele tranquiliza quem tem receio e, ao mesmo tempo, fideliza. Para quem atua de forma autônoma ou está começando, essa relação de confiança é o que sustenta o consultório no longo prazo”.

Os dados da pesquisa reforçam que entender as causas do medo e investir em comunicação, humanização e tecnologia são caminhos para aumentar a adesão aos cuidados bucais e reduzir o impacto da odontofobia na saúde da população.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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