Aos 84 anos, Paul McCartney defendeu que novos artistas priorizem estudo e experimentação. O ícone dos Beatles fez o alerta em entrevista à Apple Music.
No dia 18 de junho de 2026, Paul McCartney, o icônico músico britânico que completou 84 anos, compartilhou conselhos valiosos para jovens artistas que estão começando suas carreiras na música. Em uma entrevista com Zane Lowe para a Apple Music, McCartney ressaltou a importância de não depender excessivamente da tecnologia durante o processo criativo.
O ex-integrante dos Beatles enfatizou que os músicos devem priorizar a prática, o estudo e a experimentação. Para ele, a tecnologia pode ser uma ferramenta útil, mas não deve substituir o desenvolvimento artístico, a prática instrumental e a capacidade de composição. McCartney disse:
“Eu digo para as jovens bandas hoje em dia: não se apoiem demais na tecnologia. Simplesmente toque tudo, aprenda tudo, escreva tudo, porque é melhor. O que acaba acontecendo é que muitas pessoas dependem disso. Então, você acaba tendo discos que soam como se tivessem sido feitos pela tecnologia. Eu não gosto disso.”
A declaração do renomado artista sublinha a relevância do domínio dos instrumentos e dos fundamentos musicais, mesmo em uma era repleta de ferramentas digitais de produção, inteligência artificial e softwares que facilitam a criação musical. Essa perspectiva tem grande relevância, pois muitos jovens músicos podem se sentir tentados a confiar apenas nas tecnologias disponíveis, em vez de desenvolver suas habilidades internas.
Paul McCartney, com uma carreira que ultrapassa seis décadas, é uma das figuras mais influentes da música popular. Ele, que esteve à frente dos Beatles, participou da criação de um dos repertórios mais celebrados do século 20 e também fez parte do Wings, além de ter uma carreira solo aclamada. Recentemente, lançou o álbum ‘The Boys of Dungeon Lane’, que inclui uma colaboração inédita com Ringo Starr.
Os conselhos de McCartney são sempre bem-vindos e refletem a importância de uma formação musical sólida. Afinal, ele sabe do que está falando, tendo vivido e contribuído imensamente para a evolução da música contemporânea.

