O rapper Matuto S.A. lançou em março de 2026 o álbum “Terra Vermelha: Do Interior pro Interior”, projeto com 16 faixas que consolida o conceito de Regional Beat — proposta que alia sonoridades tradicionais do interior brasileiro à linguagem contemporânea do hip hop.
Viola como elo entre tempos e culturas
Reggae, jazz, rap e música caipira convivem no disco, tendo a viola como elemento central. Para o artista, o instrumento simboliza liberdade e conecta diferentes vertentes da música nacional. “Pensar o Regional Beat sem a viola não fazia sentido”, afirma.
Dupla dimensão do interior
O título faz referência à terra vermelha comum em regiões do Sudeste e Centro-Oeste e também a um mergulho subjetivo: “É um interior territorial, mas também o nosso interior”, explica Matuto, afastando qualquer leitura nostálgica e aproximando o chamado “Brasil profundo” da estética urbana do rap.
Processo de pesquisa e curadoria
Antes da versão final, cerca de 30 composições foram produzidas. O resultado reúne colaborações de artistas de diferentes regiões, incluindo os instrumentistas Ricardo Vignini e Allan Abadia. Faixas como “De Kool Herc a Tião Carreiro” evidenciam a ponte entre as origens do rap e a tradição caipira.
Temas e continuidade
Questões de saúde mental, desafios socioambientais e sentimento de pertencimento perpassam o repertório, ampliando o alcance do projeto. Segundo Matuto, o álbum integra um movimento contínuo de experimentação artística que já se expande para outras linguagens.
