O anúncio do fim da Rádio Eldorado, previsto para maio de 2026, levou ouvintes, jornalistas e ex-funcionários à Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (4). Reunidos em frente a um dos principais pontos turísticos da capital, manifestantes exibiram faixas e cartazes pedindo a manutenção da emissora, no ar desde a década de 1950.
Reação nas ruas
Durante o protesto, participantes ressaltaram o papel histórico da Eldorado na difusão de música, cultura e jornalismo de qualidade. Palavras de ordem defenderam a continuidade da programação, considerada por eles um espaço único no dial brasileiro.
Motivos para o encerramento
A decisão de desligar a rádio integra uma reestruturação do Grupo Estado, responsável pela emissora. Entre as razões apontadas estão:
- Agendamento do término de parcerias institucionais que sustentavam o modelo atual;
- Redirecionamento estratégico para plataformas digitais;
- Queda de audiência do rádio tradicional diante da expansão de serviços de streaming.
Mobilização nas redes
Além da manifestação presencial, campanhas virtuais, abaixo-assinados e relatos de ouvintes ganharam espaço nas redes sociais. Profissionais que passaram pela Eldorado também publicaram depoimentos lembrando a contribuição da estação para a formação cultural de diferentes gerações.
Marca seguirá no ambiente digital
Mesmo com o fim da frequência FM, o Grupo Estado pretende manter a marca Eldorado ativa em conteúdos on-line, incluindo podcasts e vídeos. A mudança, porém, não satisfaz parte do público, que vê no desligamento do sinal convencional o encerramento de uma era do rádio cultural brasileiro.
Fundada nos anos 1950, a Rádio Eldorado consolidou-se como referência em curadoria musical sofisticada e cobertura cultural. Seu possível adeus ao dial reflete a transformação no consumo de mídia no país, marcado pela migração para formatos sob demanda.
