A Maersk elevou a previsão de Ebitda subjacente para US$10,5–12,5 bi e Ebit subjacente para US$4,5–6,5 bi em 2026. O movimento segue resultados positivos do 2º trimestre e mantém otimismo apesar do Oriente Médio.
O grupo dinamarquês de transporte marítimo A.P. Moller-Maersk ajustou suas projeções para 2026, impulsionado por resultados financeiros positivos e uma visão otimista para o restante do ano, mesmo diante do conflito no Oriente Médio.
Em um comunicado divulgado hoje, a Maersk informou que agora espera um Ebitda subjacente entre US$ 10,5 bilhões e US$ 12,5 bilhões para 2026, superando a expectativa anterior, que variava entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.
A companhia também elevou suas projeções para o Ebit subjacente, que agora deve ficar entre US$ 4,5 bilhões e US$ 6,5 bilhões, em comparação com os US$ 2 bilhões a US$ 4 bilhões previstos anteriormente. A melhora nas projeções é atribuída ao desempenho do segundo trimestre e à expectativa de um crescimento de cerca de 4% no mercado global de contêineres em 2026.
No segundo trimestre, a Maersk reportou um lucro líquido de US$ 1,26 bilhão, um aumento significativo em relação aos US$ 586 milhões do mesmo período do ano anterior. A receita da empresa também cresceu, alcançando US$ 15,76 bilhões, comparado a US$ 13,13 bilhões do ano anterior.
A empresa destacou que todos os seus segmentos apresentaram crescimento de dois dígitos. Na divisão de transporte marítimo, a receita subiu 23%, atingindo US$ 2 bilhões, impulsionada por fretes mais altos e uma expansão de 4,1% nos volumes transportados. O Ebitda subjacente cresceu para US$ 2,99 bilhões, um aumento em relação aos US$ 2,30 bilhões do ano anterior, enquanto o Ebit subjacente avançou para US$ 1,56 bilhão, em comparação com US$ 818 milhões no ano passado.
Além disso, a Maersk afirmou que as ações comerciais implementadas pela empresa foram fundamentais para compensar os custos elevados decorrentes do conflito no Oriente Médio, permitindo uma gestão mais eficiente e rentável das operações.
