Itabaiana · segunda-feira · 19 de outubro de 2026
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O debate do segundo turno na Band teve réplicas rápidas e pouco espaço para propostas. Cobranças incluíram sigilos, filme e propostas de segurança.

O primeiro debate do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi ao ar neste domingo (18), nos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo. O formato previsto em blocos com tempo livre para respostas e réplicas, e com movimentação no palco, resultou em confrontos diretos e pouco espaço para exposição detalhada de propostas.

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A noite foi marcada por vários episódios: o desafio sobre a abertura de sigilos bancários e telefônicos, cobranças sobre o pedido de financiamento de um filme, propostas sobre segurança pública e maioridade penal, uma fala de repercussão nas considerações finais e uma suspeita de bomba na saída da emissora.

O momento de maior tensão ocorreu quando o presidente propôs que ambos abririam seus dados bancários e telefônicos antes do segundo turno. Em seguida, Lula detalhou como imaginava o procedimento, sugerindo entrega de documentos ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do TSE para avaliação antes das eleições.

“Eu vou fazer uma proposta pra você. Eu desafio você. E eu, amanhã, abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. […] Eu abro, da minha família inteira, e você abre da sua família, e vamos pedir pra Justiça.”

Após o debate, em entrevista, Lula reafirmou que manteria a cobrança:

“Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate.”

O tema ganhou força nas redes sociais e ficou entre os assuntos mais comentados nas horas seguintes.

No segundo bloco, houve cobrança sobre o pedido de R$ 134 milhões feito ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio respondeu anteriormente, em sabatina dois dias antes, afirmando tratar-se de um “patrocínio privado para um filme privado” e que “era um contrato que não foi cumprido”.

Boa parte do tempo de Flávio foi dedicada a segurança pública. Ele defendeu a redução da maioridade penal e afirmou que, em seu governo, crimes hediondos cometidos por menores a partir de 14 anos deveriam ser tratados como crimes de adultos. Em tom de campanha, resumiu sua proposta enfatizando a retirada do atual presidente da Presidência da República como primeiro passo.

“Se você é a favor da redução da maioridade penal — e eu defendo que ela seja de 14 anos para crimes mais graves, crimes hediondos, como estupro de mulheres — estuprador de 14 anos de idade tem que ser preso e responder como adulto. É assim que vai ser no meu governo.”

Nas considerações finais, uma frase do presidente viralizou por soar truncada quando isolada, levando a ampla repercussão nas redes. A sequência completa na fala buscava dizer que o “lesa-pátria” acabaria e que o país seria grande e desenvolvido.

“Ou seja, esse lesa-pátria nesse país vai acabar e nesse quarto mandato a gente vai dizer: o Brasil acabou — e vai ser um país grande, um país desenvolvido, um país que vai deixar de ser um país de fazer pequenas políticas.”

Durante uma fala de Flávio, a mediação interrompeu para pedir silêncio à plateia:

“O candidato Flávio está falando, eu quero pedir respeito a quem está em casa tentando compreender.”

Em análise publicada separadamente, o colunista João Paulo Charleaux avaliou o desempenho do presidente no debate, afirmando que sua avaliação se prenderia ao desempenho técnico em debate, não a quem seria melhor presidente. O colunista listou observações sobre postura, orientação no palco e uso da água durante a apresentação.

Após o término do programa, uma ocorrência mobilizou a Polícia Militar e a Polícia Legislativa do Senado tratou de uma informação sobre possível artefato explosivo em um veículo da comitiva de um dos candidatos. Cães farejadores sinalizaram presença de componentes químicos na região do capô, o que levou ao isolamento da área e à chamada do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais). Depois da varredura, a hipótese de artefato foi descartada.

O comandante do esquadrão antibombas, capitão Vitor Capelo Haddad, informou que os cães identificaram substâncias que poderiam ser usadas na fabricação de explosivos, mas que nenhum dispositivo foi encontrado. Segundo ele, sem laudo técnico não é possível determinar o que provocou a reação dos animais — entre as hipóteses estão componentes químicos de peças do veículo ou produtos usados na limpeza.

Flávio deixou o local em outro carro, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

As falas reproduzidas nesta matéria foram transcritas diretamente do áudio do debate.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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