Com os gols da vitória por 2 a 1 sobre o Operário-PR, o time reassumiu a liderança da Série B com 67 pontos — a um triunfo do acesso. Substituto do suspenso Enderson Moreira, Luís Fernando elogiou a atuação e pediu cautela.
O Novorizontino venceu o Operário-PR por 2 a 1 na 36ª rodada da Série B. O resultado devolveu ao Tigre do Vale a liderança da competição, com 67 pontos. À frente da equipe na ausência do suspenso Enderson Moreira, o auxiliar técnico Luís Fernando Flores valorizou a vitória. Para ele, o time está a uma vitória do acesso inédito à elite do Campeonato Brasileiro.
Flores avaliou o desempenho como positivo, apesar das chances perdidas. Reforçou a importância da cautela até o objetivo ser confirmado.
— No geral, acho que fizemos um bom jogo. Poderíamos ter criado mais e feito mais gols, mas, graças a Deus, o mais importante foi o resultado, a vitória que nos deixa muito próximos do nosso objetivo. Ainda faltam dois jogos e nosso objetivo maior é somar o máximo de pontos possível para conquistar aquilo que buscamos durante toda a temporada.
Mais de seis mil torcedores foram ao Jorjão. Para o auxiliar, a presença foi fundamental. O apoio pesou sobretudo depois do gol do Operário no início do segundo tempo, quando o jogo ficou mais difícil para o Novorizontino.
— O torcedor foi importantíssimo, principalmente no momento difícil do jogo, quando eles conseguiram descontar no início do segundo tempo. A gente acabou sentindo um pouco, se precipitando em algumas situações em que poderia ter feito escolhas melhores. O torcedor percebeu isso e apoiou. Temos que agradecer muito.
Os dois gols do Novorizontino saíram em jogadas de bola parada. Nicolas Careca abriu o placar ao aproveitar o rebote de uma cobrança de falta de Robson. Matheus Bianqui ampliou com uma meia bicicleta, em jogada originada de outra cobrança. Flores destacou o peso da bola parada na Série B. Muitos jogos são decididos por detalhes como esses.
— A bola parada tem um peso muito grande hoje, principalmente na Série B, em que muitos jogos são decididos dessa forma. A gente treina algumas jogadas, mas temos mais de cem gols na temporada e acredito que poucos foram de bola parada. Desta vez, graças a Deus, conseguimos aproveitar essas situações, mas também poderíamos ter marcado mais gols em jogadas trabalhadas.
O auxiliar admitiu que a proximidade do acesso gera ansiedade no elenco. A frustração com campanhas anteriores pesa, mesmo nos jogadores que não viveram esses momentos.
— O momento é muito importante para o clube, por aquilo que aconteceu nos anos anteriores. Embora os jogadores não sejam os mesmos, acabam sentindo um pouco daquela pressão, daquela ansiedade para fazer as coisas acontecerem logo, para conseguir essa classificação e esse acesso. Isso é normal.
— Já fui atleta profissional e sei que, nesse momento, a gente se cobra muito. Quer tanto acertar que, às vezes, acaba precipitando as coisas, e acredito que foi o que aconteceu. Vamos conversar durante a semana e esperamos que essa vitória dê um pouco mais de tranquilidade para o próximo jogo. Está tudo dentro da normalidade, é a pressão para que os resultados venham logo.
Flores explicou as substituições do intervalo. As trocas de Luís Oyama e Robson foram ligadas a questões físicas e disciplinares. Oyama já tinha cartão amarelo e foi preservado. Robson vinha em recuperação de lesão na panturrilha e também precisava ser poupado. O auxiliar ainda citou preocupação com os cartões de outros jogadores, como Patrick, e elogiou os reservas que entraram.
— As trocas foram muito em função dos cartões. O Oyama estava amarelado, o Patrick também, e ficamos um pouco preocupados. Escolhemos tirar o Oyama. O Robson sentiu um pouco, vem fazendo o máximo esforço, se tratando para poder nos ajudar. Tem sido um guerreiro, então procuramos preservá-lo. Acredito que os dois jogadores que entraram também ajudaram muito a equipe.
Para encerrar, Flores criticou a falta de uniformidade nos critérios da arbitragem. Citou diferenças entre o primeiro e o segundo tempo na distribuição de cartões. Em sua avaliação, algumas situações poderiam ter resultado em expulsões.
— São critérios que a gente não entende. No primeiro tempo, o árbitro deu vários cartões amarelos. No segundo, em situações em que deveria continuar dando, já não deu. Houve umas três situações da equipe deles em que, se aplicasse o cartão, teoricamente teria expulsado um jogador. Tem muita gente reclamando da arbitragem, e nós também não estamos satisfeitos.
Com 67 pontos, o Novorizontino liderou a Série B após a rodada. São dois à frente do vice-líder Juventude e quatro acima do Vila Nova, primeiro time fora do G-2. O Tigre do Vale pode confirmar o acesso à Série A já na próxima rodada. Para isso, precisa vencer o Fortaleza no sábado, às 16h10, no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte.

