Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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Uma lontra-gigante (Pteronura brasiliensis) foi registrada no rio Bermejo, na província do Chaco, Argentina, quase 110 anos depois do último avistamento confirmado na região. O animal reapareceu graças a um programa de reintrodução e monitoramento que combina proteção de habitat, controle da caça e acompanhamento por câmeras.

Décadas sem registros

A espécie desapareceu do Chaco no início do século XX, sobretudo por causa da caça comercial e da destruição de áreas úmidas. Considerada extinta localmente, voltou a integrar o ecossistema após um projeto que preparou espécimes em cativeiro, realizou solturas gradativas e mantém vigilância permanente sobre os indivíduos liberados.

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Acompanhamento em tempo real

Equipes de pesquisadores instalaram armadilhas fotográficas e utilizam rastreamento por GPS para verificar deslocamentos, alimentação e locais de descanso. Os primeiros registros mostram que as lontras já exploram trechos do rio e margens adjacentes, sinal de adaptação ao antigo habitat.

Papel ecológico fundamental

No topo da cadeia alimentar aquática, a lontra-gigante ajuda a regular populações de peixes e outros vertebrados, contribuindo para o equilíbrio e a diversidade do ambiente. Especialistas ressaltam que o retorno de predadores indica a recuperação funcional do ecossistema.

Características da espécie

  • Vive em grupos familiares e realiza caçadas coletivas.
  • Comunica-se por vocalizações variadas.
  • Apresenta manchas exclusivas no pescoço, úteis para identificação individual.
  • Alcança até dois metros de comprimento, sendo um dos maiores mamíferos aquáticos da América do Sul.

Desafios persistem

Conservacionistas alertam que a caça ilegal, a pesca predatória e a perda de áreas úmidas continuam ameaçando a sobrevivência da espécie. Entre as ações prioritárias estão o reforço da fiscalização, a manutenção do monitoramento científico, a proteção de corredores naturais e a promoção do uso sustentável dos recursos locais.

O sucesso inicial do projeto anima pesquisadores, mas sua continuidade dependerá do compromisso de autoridades, comunidades ribeirinhas e organizações ambientais.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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