Itabaiana · sábado · 17 de outubro de 2026
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O novo documentário, lançado em 30 de setembro, registra os bastidores do retorno da banda e foca nas apresentações em São Paulo. Uma cena mostra um fã de Israel que viajou até o Brasil para assistir ao show.

O documentário Unshatter, que registra os bastidores do retorno do Linkin Park e inclui passagens pelo Brasil, ganhou destaque pela relação intensa entre a banda e os fãs brasileiros. O longa saiu oficialmente nesta quarta-feira, 30 de setembro, e mostra como a escolha do país para momentos centrais dessa nova fase não foi casual.

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Logo nas primeiras cenas, a importância do público brasileiro aparece com ênfase nas apresentações em São Paulo. Uma das sequências ressalta a jornada de um fã de Israel que atravessou o mundo apenas para acompanhar uma das apresentações em solo paulista, ilustrando a devoção de parte da plateia.

De acordo com o DJ da banda, Joe Hahn, que também dirige o documentário, a decisão de registrar shows no Brasil foi natural. Ele explicou a opção antes de destacar a energia das apresentações brasileiras:

“Foi fácil escolher o show para gravar como apresentação do disco. Nosso público é cheio de energia e muito apaixonado pela banda, mas o Brasil exagera.”

“O público é carinhoso demais, muito entusiasmado. A gente acreditava nessa ligação forte, e o show virou mesmo uma celebração.”

O filme intercala cenas de estúdio e de palco para construir a narrativa do reencontro do grupo. Uma avaliação realizada por um jornalista que assistiu ao filme na última quarta-feira, 23, uma semana antes da estreia, aponta que Unshatter acerta ao mostrar, de forma convincente, essa relação entre o Linkin Park e o público brasileiro nos shows ao vivo.

“As gravações do show em São Paulo surgem de modo pontual, normalmente para encerrar os capítulos da narrativa. No terço final, o filme adquire um caráter mais musical, seja por ter mais canções da apresentação no Brasil, seja por retratar a transmissão ao vivo de setembro de 2024, nos Estados Unidos, que confirmou de vez o retorno do grupo. Ao todo, 11 músicas são trazidas, a maioria em formato parcial. As quatro últimas estão inteiras. Se há canções antigas que parecem não se encaixar tão bem nos vocais de Emily Armstrong — como ‘Somewhere I Belong’ em seus tons acima e ‘In the End’, agora pouco natural —, não há como negar a força do repertório atual. Não à toa, cinco faixas incluídas vêm de From Zero, além de trechos generosos de ‘Unshatter’ rolarem nas passagens em estúdio, com direito a um visitante Mark Hoppus (Blink-182) se mostrar arrepiado ao escutá-la.”

O documentário privilegia momentos que reforçam a conexão emocional entre banda e público, alternando trechos musicais e depoimentos. Além das performances, as imagens de bastidores e as sessões de estúdio ajudam a compor o retrato de uma nova etapa para o grupo, com destaque para o desempenho da vocalista Emily Armstrong e para a recepção calorosa nas arenas brasileiras.

Unshatter se apresenta como um registro dessa fase de retorno, sublinhando tanto os acertos do repertório atual quanto os desafios de adaptar material antigo à nova formação. A presença de convidados e a reação das plateias brasileiras aparecem como elementos centrais da narrativa.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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