Washington (EUA) – Mais de 3 milhões de páginas, além de vídeos e fotos inéditas, sobre o caso Jeffrey Epstein foram divulgadas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026, após determinação imposta pela Lei de Transparência dos Arquivos. O material, que estava em poder do FBI e de outras agências, apresenta novos detalhes sobre a rede de exploração sexual comandada pelo financista morto em 2019.
Príncipe Andrew no centro das atenções
Entre as revelações, uma imagem sem data mostra o príncipe Andrew, do Reino Unido, ajoelhado e sorridente sobre uma mulher não identificada. A foto é descrita como “humilhante” pela imprensa internacional. Troca de e-mails recém-localizada indica que Andrew convidou Epstein para um jantar privado no Palácio de Buckingham em 2010, um ano após a primeira condenação do americano.
Referências a Donald Trump
O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, volta a ser mencionado. Novas fotografias o mostram conversando com Epstein e uma mulher em eventos sociais. Relatórios de apreensão listam camisinhas de brincadeira com o rosto de Trump encontradas na mansão do financista. Segundo o Departamento de Justiça (DOJ), entretanto, a revisão concluiu que “não há evidências de conduta criminosa” por parte do presidente nas interações analisadas, afirmou o procurador Todd Blanche.
Tráfico de vítimas a terceiros
Documentos ainda sugerem que Epstein não apenas abusava das jovens, mas também as “emprestava” ou traficava para outros homens influentes, contrariando a versão de que ele agia sozinho, auxiliado apenas por Ghislaine Maxwell.
Outras ligações expostas
• Sarah Ferguson, ex-esposa de Andrew, tratou Epstein como “irmão” em e-mails que discutiam a proteção de sua imagem pública.
• O estrategista político Steve Bannon manteve extensa correspondência com o financista e chegou a gravar uma entrevista em vídeo com ele.
Acusações de ocultação
Parlamentares norte-americanos, como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez, afirmam que o DOJ ainda retém documentos relevantes e teria feito uma divulgação seletiva. Apesar das críticas, o governo declarou encerrada a análise dos arquivos e descartou novas acusações federais baseadas nesse material.
Enquanto autoridades consideram o caso concluído, o volume inédito de informações reacende o debate público sobre a rede de relacionamentos de Epstein e o suposto favorecimento a figuras da elite global.
