No universo das bebidas funcionais, a kombucha vem conquistando adeptos pelo sabor ácido e refrescante e pelos benefícios ao sistema digestivo. A bebida, apelidada de “ouro líquido”, é produzida a partir da fermentação de chá preto ou verde com açúcar e o SCOBY – cultura simbiótica de bactérias e leveduras.
Fermentação que gera nutrientes
Durante a fermentação, as leveduras transformam o açúcar em álcool, que depois é convertido por bactérias em ácidos orgânicos saudáveis. O processo resulta em uma bebida naturalmente gaseificada, rica em antioxidantes, vitaminas do complexo B e minerais como magnésio e potássio.
A microbiologista Linda Jungwirth explica que a kombucha reforça as bactérias benéficas do intestino, inibindo microrganismos nocivos, protegendo as células intestinais e reduzindo inflamações crônicas. A presença de ácido glucurônico ainda auxilia o fígado na eliminação de toxinas, enquanto as vitaminas C e B contribuem para o aumento de energia.
Passo a passo para fazer em casa
Com poucos ingredientes e cuidado com a higiene, é possível produzir kombucha de forma caseira. O processo é dividido em etapas:
- Infusão inicial: ferver água, preparar o chá escolhido e dissolver açúcar.
- Resfriamento: aguardar o líquido esfriar completamente antes de adicionar o SCOBY.
- Fermentação primária: juntar a cultura e um pouco de kombucha pronta, cobrir o recipiente com pano respirável e deixar de 7 a 10 dias em local arejado, longe da luz direta.
- Saborização: retirar o SCOBY, engarrafar o líquido e acrescentar frutas ou ervas, se desejado.
- Segunda fermentação: manter as garrafas fechadas por cerca de 3 dias para formar a efervescência natural.
- Refrigeração: colocar na geladeira para interromper a fermentação e consumir bem gelado.
Frutas frescas e especiarias, como gengibre, podem ser adicionadas na segunda fermentação para personalizar o sabor. Por ser fermentada, a kombucha deve ser incluída na dieta gradualmente, permitindo que o organismo se adapte aos probióticos.
