Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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O Vasco vê negociações travadas na reta final da janela após a Justiça congelar empréstimo de R$150 milhões. A juíza Simone Gastesi Chevrand manteve o limite de R$5,9 mi e pede relatório sumário.

O Vasco enfrenta dificuldades para contratar reforços na reta final da janela de transferências. Além de um empréstimo de R$ 150 milhões estar travado pela Justiça, o clube está obrigado, por ordem judicial, a limitar movimentações financeiras a um máximo de R$ 5,9 milhões.

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A restrição foi mantida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. Na nova decisão, a magistrada afirmou que continua sendo necessário um relatório sumário da auditoria antes de autorizar novos endividamentos acima do limite estabelecido. A juíza também determinou que a Administração Judicial, o watchdog e o gatekeeper prestem esclarecimentos sobre pontos levantados no processo.

Com a medida, qualquer movimentação acima de R$ 5,9 milhões passa a ser considerada um endividamento e depende de aprovação judicial. O congelamento do empréstimo deixou o clube proibido de contrair novos débitos até a realização de uma nova auditoria, prevista para ocorrer em 15 dias.

“De toda sorte, considerando já ter sido pontuado por este Juízo que não serão admitidos novos endividamentos enquanto não realizada a auditoria e apresentado, ao menos, o relatório sumário (cuja juntada se fixou em 15 dias) (EVENTO 134, item ‘III’), e ante requerimento de contratação de vultoso DIP nos autos principais, faculto às recuperandas promoverem, desde logo, o depósito dos 60% da proposta de honorários, de modo a viabilizar o início do prazo fixado a ICTS”.

O impacto financeiro restringe a atuação do departamento de futebol. A diretoria está impedida de se comprometer com propostas acima de US$ 1,137 milhão ou 974 mil euros (valores referentes a R$ 5,9 milhões na cotação desta quinta-feira, dia 20 de agosto), o que limita negociações consideradas viáveis pelo clube.

Um exemplo é a tentativa de contratação de Bruno Duarte, atacante do Estrela Vermelha. O Vasco apresentou oferta de 1,5 milhão de euros; o clube sérvio não se opôs e o atleta teria sinalizado positivamente. No entanto, a diretoria não pôde avançar porque os valores ultrapassam o teto definido pela Justiça, e as conversas ficaram paradas.

Qualquer sondagem de mercado passa a ser condicionada ao teto judicial. O departamento de futebol entregou uma lista final de alvos para a reta final da janela a Admar Lopes e Felipe Loureiro, mas não tem margem para fazer propostas em patamares que possam tirar esses atletas de seus clubes atuais.

“Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20 (quinta-feira), sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial, o que pode acarretar em multas, desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, na não consolidação da nova transação tributária, e transfer ban”.

— disse o CEO Fred Luz.

Há negociações avançadas por um meio-campista, mas o fechamento só poderá seguir para os trâmites finais se o clube obtiver autorização para gastar acima dos R$ 5,9 milhões estabelecidos pela decisão judicial. Enquanto a situação não se resolver, o Vasco terá a atuação no mercado limitada e condicionada ao andamento da auditoria e às próximas decisões da Justiça.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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