Itabaiana · sábado · 24 de outubro de 2026
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Em julho de 1948, o jornalista João Caetano Monteiro Filho viu a maquete circular do futuro estádio e a comparou a um brinco. Campinas era chamada Princesa D’Oeste, e a junção virou o apelido do clube. A alcunha ganhou destaque no Correio Popular.

Antes de se tornar palco de partidas históricas do Guarani, o nome Brinco de Ouro da Princesa surgiu a partir de uma imagem criada por um jornalista. A configuração circular da maquete do futuro estádio levou a uma comparação que, ao longo das décadas, entrou para a identidade do clube e da cidade de Campinas.

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A origem do nome remonta a julho de 1948. Ao observar o projeto, o jornalista João Caetano Monteiro Filho associou o desenho a um brinco. Como Campinas era conhecida como Princesa D’Oeste, resultou a combinação que daria nome à futura casa bugrina.

A expressão apareceu no Correio Popular e passou a ser utilizada pela população. Quando a denominação foi oficializada, o nome já havia conquistado espaço entre torcedores e moradores.

Essa trajetória explica uma particularidade do estádio: o nome reúne uma referência à arquitetura e outra à cidade, sem homenagem a dirigente ou figura política. A escolha ficou ancorada na linguagem popular e na imagem projetada pela maquete, em vez de uma dedicatória formal.

O projeto do estádio nasceu da necessidade de substituir o antigo campo do Guanabara, conhecido como Pastinho. O espaço disponível naquele local limitava a ampliação da estrutura, o que motivou a busca por um novo terreno e por um projeto mais amplo.

A construção do novo estádio mobilizou campanhas de arrecadação e a colaboração de torcedores. A participação da comunidade foi um elemento importante na realização do empreendimento, que se concretizou formalmente em 31 de maio de 1953, data em que o estádio foi inaugurado.

A nova casa do Guarani abriu caminho para capítulos relevantes da história do clube, inclusive a conquista do título brasileiro de 1978. O estádio passou assim a ser não só um equipamento esportivo, mas um símbolo ligado às memórias e às conquistas do time.

Discutir o futuro de uma casa esportiva envolve questões de estrutura, custos e geração de receita. Envolve também um patrimônio menos mensurável: nomes, imagens e lembranças que o torcedor aprende a reconhecer como parte da identidade do clube. No caso do Brinco de Ouro da Princesa, uma manchete e uma maquete foram suficientes para dar forma a esse patrimônio simbólico.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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