O auxiliar técnico analisou a vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, com gol aos 6 minutos, 26 finalizações e 14 no alvo. Ele destacou a pressão no fim e disse que fará ajustes para o clássico de domingo.
O auxiliar técnico João Martins, que substituiu o treinador à beira do gramado na vitória do Palmeiras sobre o Bahia nesta quinta-feira, avaliou a eficácia da equipe e comentou a preparação para o Dérbi contra o Corinthians, marcado para o próximo domingo. O jogo terminou Palmeiras 1 x 0 Bahia; o gol saiu aos seis minutos da primeira etapa. No confronto, o time alviverde teve 26 finalizações, sendo 14 delas no alvo.
Conseguimos vê-los de frente, ter uma boa estratégia, houve uma pressão no fim, o resultado estava curto, tivemos oportunidade para fazer o segundo, talvez o terceiro, aí a história seria outra. Mas quando a eficácia não é o preponderante do jogo, temos que defender, organizarmos e fazer o que for preciso para os três pontos
Martins ressaltou que, apesar das chances criadas, a prioridade foi manter a organização defensiva quando a eficácia ofensiva não apareceu em plenitude. Ele também destacou que houve momentos em que a equipe precisou segurar o resultado e que o time soube se defender nos trechos necessários.
Às vezes, é preciso por 10 ou 15 minutos defender bem, soubemos defender bem. Hoje foi o que era preciso para os três pontos. Temos que dar parabéns ao adversário que está a fazer um excelente trabalho
Sobre o Dérbi, que será disputado no próximo domingo no estádio do Palmeiras, Martins afirmou que a partida será tratada como qualquer outra. O auxiliar lembrou que o clube precisa manter a exigência em todos os jogos e não apenas em confrontos de maior rivalidade.
O jogo do Corinthians é mais um jogo para nós, não vamos fazer nada mais ou nada menos do que fizemos contra o Bahia. Nos deixa… não é desiludido ou desanimados, mas alguns clubes só se mobilizam em alguns tipos de jogos
No Palmeiras, somos obrigados a andar sempre no limite. Não posso andar no limite só quando jogo contra Corinthians, São Paulo ou Santos e depois perder os outros jogos, ir a Curitiba e perder por 2 a 0, por exemplo
Martins também tratou da escalação diante dos desfalques por convocações para a Data Fifa. Oito atletas do elenco profissional estiveram fora com suas seleções e retornaram durante a semana. Ele explicou que a comissão técnica avaliou prós e contras antes de definir o time e citou que alguns jogadores chegaram mais cedo ao grupo, facilitando a decisão.
Fizemos a nossa avaliação, pesamos prós e contras, tentamos decidir os melhores para esse jogo. Tivemos conversas com eles, com Arias, Mauricio, Gómez, Sosa, que chegaram mais cedo, esses foi mais fácil de decidir
Sobre o calendário brasileiro e a dificuldade de retorno dos convocados, Martins comentou que a sequência de jogos no meio de semana prejudica a preparação, ao contrário do que acontece em outras competições onde os jogos pós-data Fifa costumam ser no fim de semana. Para ele, a rotina exige adaptação e traz aprendizado, embora complique a logística e o preparo físico e mental dos atletas.
Sabemos que o calendário não permite o jogo pós-data Fifa ser no final de semana, como acontece nas outras partes do mundo. Aqui, para cumprir todas as datas, temos que jogar no meio de semana. No mundo ideal e certo, não haveria esse jogo, jogaríamos apenas sábado ou domingo, como acontece nas outras ligas. Mas nos dá outra adrenalina, outra experiência, outro aprendizado, nos tornamos mais fortes assim
Em resposta à pergunta sobre manutenção do sistema utilizado na partida, Martins disse que a equipe ajusta a formação conforme o adversário e as circunstâncias do jogo, destacando a observação dos pontos fortes do oponente.
Não. Gostamos de olhar para o adversário e ver os pontos fortes. Essa era a equipe que mais criava oportunidades de gol no Brasileirão, equipe hiper ofensiva, que joga muito bem, isso nota-se na classificação
Na análise tática, o auxiliar explicou a escolha por três zagueiros para fechar espaços diante das características do Bahia, que costuma trabalhar com pontas abertos e jogadores que tentam furar a última linha. Ele reiterou que a estratégia visou neutralizar as principais armas do adversário e garantir solidez defensiva para conquistar os três pontos.

