João Bosco comemora 80 anos com o álbum duplo 'Amigos Novos e Antigos': a primeira parte, com seis faixas, já está nas plataformas pela Som Livre. O disco completo terá 17 músicas e sai em 25 de setembro.
João Bosco chega aos 80 anos em plena atividade criativa. O cantor, compositor e violonista mineiro lançou, na última quinta-feira, 31, a primeira parte de Amigos Novos e Antigos, um álbum duplo que celebra sua carreira e reúne diferentes gerações de artistas. Este projeto abrange mais de cinco décadas de uma das trajetórias mais inventivas da música brasileira.
A primeira parte, que contém seis faixas, já está disponível nas plataformas digitais pela Som Livre. O álbum completo, que contará com 17 faixas, será lançado no dia 25 de setembro.
O título do álbum foi inspirado em uma composição feita em parceria com o letrista Aldir Blanc e serve como um espaço de encontro, amizade e permanência. Neste primeiro volume, João Bosco convida Zeca Pagodinho para um dueto na canção Siri Recheado e o Cacete, um clássico do álbum Bandalhismo, de 1980. Mart’nália participa em Kid Cavaquinho, enquanto Tiago Iorc se junta ao cantor em Perfeição, uma composição de João Bosco com seu filho Francisco Bosco. César Camargo Mariano contribui com os teclados na faixa Casa de Marimbondo, e Hamilton de Holanda aparece com seu bandolim em Nação. A faixa Boca de Sapo é a única em que João Bosco se apresenta solo nesta etapa do projeto.
A concepção do álbum é de João Bosco em parceria com sua filha, Julia Bosco, que também dirige artisticamente o projeto. Os arranjos e a produção musical são realizados por João em colaboração com Rafael Rocha, que se encarrega dos arranjos para metais e cordas. O álbum não é apenas uma coletânea de sucessos, mas propõe um percurso por diferentes momentos da carreira de João Bosco, que vão do samba sofisticado à crônica urbana, passando pela herança afro-brasileira e a liberdade do jazz. As canções ganham novos arranjos, enriquecidas por outras vozes e a diversidade de gerações de músicos.
“Essas músicas nunca foram minhas apenas. Desde que nasceram, passaram a pertencer às pessoas. Agora voltam diferentes, carregando as histórias de quem as cantou, ouviu, gravou e viveu com elas”, afirma o cantor.
A presença de Aldir Blanc é notável ao longo do álbum, pois quatro das seis faixas da primeira parte têm sua assinatura nas letras. Aldir, que foi parceiro em inúmeras composições e amigo íntimo de João Bosco, continua a ser uma presença afetiva na música do cantor, uma memória que o tempo não apagou. Outro aspecto importante do projeto é a homenagem a Elis Regina, cuja interpretação ajudou a projetar João Bosco como um dos grandes compositores de sua geração, fazendo com que muitas de suas canções se tornassem parte da memória afetiva brasileira.
Para acompanhar os lançamentos, João Bosco irá realizar uma turnê comemorativa, levando o espírito do disco aos palcos. Os shows estão agendados para Belo Horizonte (6 de agosto), Maceió (12 de setembro), Rio de Janeiro (2 de outubro), São Paulo (9 de outubro), Porto Alegre (15 de outubro) e Curitiba (16 de outubro).
“Chegar aos 80 cercado de pessoas que fizeram parte da minha história e de artistas que continuam levando essa música para a frente é um presente. Este disco nasceu da vontade de agradecer. Cada canção é uma conversa, um abraço, um reencontro”, finaliza o cantor.
