Autoridade informou em 26/07/2026 que o gabinete de segurança aprovou o marco legal para receber a força, parte do plano de cessar-fogo dos EUA. Netanyahu viaja a Washington em 27 de julho para se reunir com Trump.
Israel permitirá a entrada de uma força de segurança multinacional em Gaza, conforme o plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada por uma autoridade israelense no domingo, dia 26 de julho de 2026, um dia antes da viagem do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a Washington.
O gabinete de segurança de Netanyahu aprovou no mesmo dia o marco legal que possibilitará a entrada da força em Gaza. Netanyahu está programado para partir para Washington na segunda-feira, dia 27, onde terá um encontro marcado com Trump na terça-feira, dia 28.
A missão, que será chamada de Força Internacional de Estabilização, contará com 200 membros de “países amigos”, como Uganda e Marrocos, que serão destacados em áreas que não estão sob controle israelense. Cada contingente precisará de aprovação individual de Israel para entrar em Gaza.
Até o momento, não há informações claras sobre quando as forças serão mobilizadas. A situação em Gaza permanece crítica, com grande parte da região em ruínas após dois anos de uma ofensiva israelense que começou após os ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Após a assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro, Trump apresentou um plano de paz para Gaza, que previa um aumento na ajuda humanitária, a administração civil por tecnocratas palestinos, o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses. Contudo, o plano enfrentou dificuldades e o grupo de tecnocratas, conhecido como Comitê Nacional para a Administração de Gaza, ainda não conseguiu atuar na região.
Atualmente, Israel controla efetivamente cerca de 64% de Gaza, onde a população de aproximadamente 2 milhões de pessoas vive em condições precárias, em barracas improvisadas ou prédios destruídos. A maioria dessa população está sob o controle do Hamas, que se recusa a entregar as armas. Israel, por sua vez, afirmou que ampliará sua área de controle em Gaza para 70% do enclave e continua realizando ataques militares quase diariamente.
O plano de Trump inclui a criação de um Conselho de Paz, que seria a autoridade internacional responsável pela implementação do quadro de paz. Este conselho supervisionaria a força de segurança e teria outras funções importantes.
Além disso, o conselho está planejando estabelecer uma zona humanitária piloto para os habitantes de Gaza, como uma forma de iniciar o plano que está paralisado. Nickolay Mladenov, enviado de Trump ao Conselho de Paz para Gaza, expressou satisfação com a decisão israelense, afirmando que é uma parte essencial do quadro acordado para estabilizar a região e apoiar a desmilitarização.
