Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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Mercado enfrentou sessão atípica e liquidez baixa por problemas técnicos na B3. Mesmo com alta dos Treasuries e do petróleo, não houve direção clara; vértices longos caíram até mínimas intradiárias.

No dia 31 de julho de 2026, a movimentação da curva de juros futuros no Brasil apresentou um cenário atípico e com liquidez reduzida, em razão de problemas técnicos na B3 durante a primeira parte da sessão. Apesar da alta significativa nos retornos dos Treasuries e do aumento no preço do petróleo, a curva não teve uma direção clara, especialmente na ausência de dados relevantes no mercado brasileiro.

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Os vértices médios e longos da curva de juros chegaram a registrar mínimas intradia no final da sessão, revertendo a leve alta que se observava anteriormente. Na semana que antecede a decisão do Copom, que deverá reduzir a Selic, a ponta curta já operava em baixa.

Um trader, que preferiu não se identificar, comentou que “nada” justificava o alívio observado, “ainda mais indo na contramão de lá fora”. A queda foi praticamente anulada no encerramento, refletindo a oscilação típica de dias sem vetores claros e com volume de negócios reduzido.

Ao final do dia, a taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 13,818% para 13,81%. O DI para janeiro de 2029 oscilou de 14,123% para 14,13%, enquanto o DI para janeiro de 2031 teve uma leve baixa, passando de 14,41% para 14,39%. Durante a semana que antecede a próxima decisão do Banco Central, os vértices cederam em bloco, com destaque para a parte central da curva, que perdeu cerca de 35 pontos-base, seguida por um recuo de aproximadamente 25 pontos na ponta longa e cerca de 15 pontos na parte curta.

O economista-chefe do grupo CVPAR, Marcelo Fonseca, projeta mais dois cortes na Selic de 0,25 ponto, mas ressalta que este não seria o momento adequado para afrouxar a taxa, em virtude das pressões fiscais e da inflação ainda resiliente, mesmo com sinais de melhora.

Fonseca afirmou que “o BC está com disposição de tomar mais risco do que seria prudente. Ele deve continuar cortando até ao menos setembro, mas acho que está cometendo um erro”, mencionando uma política fiscal “fora de controle” e previsões “extremamente benignas” de inflação por parte da autoridade monetária.

Na manhã do mesmo dia, o Banco Central divulgou o resultado primário do setor público consolidado, que apresentou um déficit de R$ 55,313 bilhões em junho, valor superior ao previsto pela mediana das projeções, que era de R$ 49,300 bilhões. Fonseca também destacou que “o déficit nominal está em 10% do PIB, a dívida pública cresceu mais de 3 pontos este ano, e a curva de juros tem sido o principal termômetro da incerteza eleitoral”.

Em sua análise, o quadro fiscal e a expectativa de continuidade do ciclo de redução da Selic explicam o ganho de inclinação da curva a termo no mês de julho. O mês se encerrou com um recuo de 20 pontos-base do DI para janeiro de 2027, estabilidade nos vértices médios, e alta de 15 pontos no contrato para janeiro de 2031. No cenário internacional, a dinâmica dos Treasuries também foi semelhante, com retornos dos títulos americanos de dois, dez e trinta anos apresentando elevações.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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