Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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Neste domingo, o clube celebra 20 anos da conquista que mudou sua história. Torcedores revivem o empate por 2 a 2 com o São Paulo e as lembranças de Tinga e Abel Braga naquela noite fria.

Neste domingo, o Internacional celebra 20 anos da sua primeira conquista da Conmebol Libertadores, um marco na história do clube e do futebol sul-americano. A trajetória até o título começou com um empate histórico em 2 a 2 contra o São Paulo, no Beira-Rio, em uma noite fria que ficou gravada na memória dos torcedores e jogadores.

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Na véspera da partida decisiva, a excitação tomava conta dos colorados, que se aglomeravam nas imediações do estádio desde a manhã. A garoa insistente não desanimava os torcedores, que se reuniam para fazer churrascos e celebrar a expectativa da vitória. O hotel da concentração colorada também estava cheio de fãs ansiosos por um contato com os jogadores, prontos para apoiar o time.

“Foi a primeira vez na final. Tivemos a sensação de passar por aquele mar vermelho. O torcedor, se pudesse pegar o ônibus no colo e levar até o vestiário, faria. Essa conexão nos levou aos títulos”, afirmou Bolívar.

A emoção estava presente em cada canto. Os torcedores choravam e gritavam palavras de apoio, criando um clima único e especial para a equipe. Tinga recorda:

“As pessoas choravam, gritavam e diziam para nós ‘preciso disso hoje. Se vocês ganharem, posso morrer amanhã’. Você ouvia de tudo. Era uma confusão com todos nos apoiando. Sabíamos que era algo único.”

Apesar da empolgação, havia uma sombra de preocupação. O Inter tinha o desafio de evitar uma nova desilusão, especialmente em função do histórico negativo de 1989, quando a equipe havia sido eliminada em uma semifinal. O treinador Abel Braga, que também fez parte daquela derrota, estava determinado a garantir uma nova oportunidade.

“Juro que estava mais preocupado do que no primeiro jogo, quando fomos simplesmente brilhantes”, disse Abel.

Durante os preparativos, o clube tomou medidas para minimizar os riscos, incluindo a estratégia de mudar a formação tática. Abel decidiu escalar três zagueiros para conter o ataque do São Paulo, uma mudança que surpreendeu até mesmo os jogadores.

“Sabíamos que jogaria o Chulapa e botei os três zagueiros. Tem um pouquinho do jogo do Olímpia, que está atravessado até hoje”, explicou Abel.

A estratégia se mostrou eficaz. Tinga marcou o gol que garantiu o título, mas a comemoração trouxe uma nova preocupação: ao receber o cartão amarelo, ele foi expulso e teve que acompanhar o restante da partida do vestiário.

“Fiquei sozinho no vestiário por longos 28 minutos. Tentava adivinhar o que ocorria pelos saltos dos torcedores nas arquibancadas”, revelou Tinga.

O São Paulo ainda conseguiu empatar, mas o Inter segurou a pressão e garantiu a vitória e o título. Essa conquista não apenas elevou o status do clube, mas também se tornou um marco na história do futebol brasileiro.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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