Itabaiana · quinta-feira · 15 de outubro de 2026
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O faturamento da indústria de transformação recuou pelo segundo mês consecutivo: após queda de 2,2% em julho, o índice encolheu 3,5% em agosto. Os dados constaram nos Indicadores Industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria nesta quarta-feira (7). Com o resultado, o faturamento das empresas industriais acumulou retração de 0,2% nos oito primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.

As horas trabalhadas na produção também caíram: houve recuo de 1,0% em agosto. Na comparação entre os oito primeiros meses de 2026 e o mesmo intervalo de 2025, esse indicador registrou queda de 0,8%.

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A produção em baixa impactou o uso do parque fabril. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto percentual, passando de 77,5% para 76,9%. Apesar da queda mensal, a UCI fechou os oito primeiros meses de 2026 com valor 1,5% acima do patamar registrado entre janeiro e agosto de 2025.

“Entre as principais causas para esse desempenho negativo da indústria de transformação estão a elevada carga tributária, a falta ou o alto custo de insumos e matérias-primas e os juros altos, que impactam a demanda por produtos industriais e o endividamento das famílias. É importante ressaltar que não são problemas novos. A indústria convive com eles há um bom tempo e é a convivência prolongada com problemas multifatoriais que tem agravado a situação do setor”, afirmou Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

O indicador de emprego industrial manteve a tendência de estabilidade observada nos meses anteriores. Ainda assim, no acumulado de janeiro a agosto de 2026, o mercado de trabalho da indústria registrou recuo de 0,5% frente ao mesmo período de 2025.

Por outro lado, a massa salarial e o rendimento médio pago aos trabalhadores seguiram em alta. A massa salarial cresceu 0,5% em agosto e acumulou avanço de 0,9% nos oito primeiros meses de 2026 na comparação com janeiro-agosto de 2025. O rendimento médio também subiu 0,5% em agosto, fechando o período janeiro-agosto com elevação de 1,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Em resumo, os indicadores mostraram simultaneamente sinais de enfraquecimento da atividade — com queda de faturamento, horas trabalhadas e utilização da capacidade — e elementos positivos no rendimento dos trabalhadores, com aumentos na massa salarial e no rendimento médio. Os dados apontaram fatores estruturais citados como pressão sobre o desempenho setorial, sem indicar mudanças abruptas na tendência do emprego industrial.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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