Em 2026, a IA generativa aparece em comerciais, trilhas e na criação de programas inteiros, alterando a rotina das emissoras. O avanço da tecnologia gera dúvidas sobre direitos autorais, empregos e originalidade.
A inteligência artificial está se tornando uma presença marcante na televisão em 2026, ano em que essa tendência se intensifica, especialmente com o avanço da IA generativa. A demanda por essa tecnologia já se manifesta em diversas áreas, desde a criação de peças e trilhas sonoras até a produção de conteúdos inteiros, gerando preocupações sobre suas implicações.
Enquanto em alguns casos a utilização da IA é moderada e pontual, em outros, ela começa a ocupar um espaço significativo, trazendo consequências inevitáveis para a indústria. O verdadeiro desafio não reside no uso da tecnologia, mas sim na possibilidade de que ela substitua a criatividade humana, essencial para a elaboração de conteúdos que têm personalidade e identidade.
A essência da televisão depende da criatividade, que é alimentada por experiências, referências, sentimentos e até mesmo por erros. É essa combinação única que resulta em produções originais e impactantes. Por mais avançada que seja a tecnologia, ainda é difícil imaginar uma ferramenta generativa capaz de reproduzir a capacidade humana de criar algo que surpreenda e emocione.
Para o próximo ano, o SBT está adotando uma abordagem cuidadosa, buscando atender às demandas atuais e, ao mesmo tempo, planejar uma grade de programação mais competitiva para 2027. Até o momento, mais de 35 projetos foram avaliados, com um foco particular na produção de novelas inéditas, com alguns títulos já em negociação.
No mercado, a executiva Monica Monteiro, que já trabalhou com canais pagos da Band, está retornando para cuidar dos canais da Newco, em parceria com Paulo Saad. Além disso, a audiência do rádio em São Paulo, conforme levantamento recente, colocou Alpha, Antena 1 e Band FM como as três emissoras mais ouvidas, enquanto Massa, Gospel e TMC ocupam as últimas posições.
Na dramaturgia, a sexta temporada de “Arcanjo Renegado” está em pré-produção, com Isabella Gabaglia assumindo a direção-geral, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse cargo em uma série brasileira de ação. Em outras frentes, a Record está explorando patrocínios para suas novelas, com “Coração de Mãe” contando com o apoio do Mercado Livre e outras 15 marcas.
O cenário do futebol brasileiro é outro ponto de atenção, com a crescente concentração de recursos nos clubes mais poderosos, como Flamengo e Palmeiras, que dominam o mercado de patrocínios e direitos de transmissão. A Globo está se esforçando para recuperar os direitos de transmissão dos principais campeonatos regionais, como o Paulista, e negociações com a Record estão em vista.
Por fim, a participação de Lucas Selfie e Dudu Camargo na próxima edição da “Fazenda” da Record ainda está em discussão. Em meio a isso, Carlos Alberto de Nóbrega se vê envolvido em uma situação complicada que não traz benefícios a ninguém.
