Itabaiana · sábado · 12 de setembro de 2026
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Numa fase intensa da carreira, Hipólyto diz que as experiências fora do estado o trouxeram com mais confiança nas raízes. Em cartaz como Fiyero em Wicked, afirma sentir-se mais empoderado e feliz.

De volta ao Rio de Janeiro em uma das fases mais movimentadas da carreira, Hipólyto passou por uma redação em Copacabana para falar sobre a sensação de retornar à cidade de uma maneira diferente. Atualmente em cartaz como Fiyero na temporada carioca de Wicked, o artista encara o momento como um reencontro com suas origens, trazendo para casa uma trajetória construída em outros lugares.

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“Eu retorno pra casa de um jeito diferente, um pouco mais empoderado, um pouco mais feliz”

Hipólyto afirmou que essa volta tem a ver com a soma de experiências que acumulou fora do Rio e com a possibilidade de mostrar esse percurso ao público carioca. Para ele, retornar significa apresentar uma versão ampliada do próprio trabalho.

A chegada de Wicked ao Rio também trouxe uma experiência distinta para o elenco. Depois do sucesso da montagem em São Paulo, a produção encontrou uma relação nova com o público local, que tem características próprias e influencia a recepção do espetáculo.

“Em São Paulo tem essa fandom muito grande. No Rio tem também, mas é um pouco mais técnico. É gostoso também pra gente sentir de verdade como é a peça no seu modo mais bruto”

Segundo Hipólyto, a plateia carioca é calorosa e, ao mesmo tempo, mais técnica, o que permite ao elenco perceber a peça em sua forma mais direta. Essa troca tem sido importante para o processo artístico dentro da temporada.

Fora dos palcos de Wicked, Hipólyto vive um momento de expansão musical. O artista lançou o EP O Melhor Lugar do Mundo e mantém, ao lado de Tales, a Sambelting, uma roda de samba performática que aproxima diferentes linguagens e públicos.

“É poder falar pro público: ‘Olha, eu tenho mais coisa aqui, eu tenho mais trabalho, venham conhecer’”

O título do EP, explica o artista, está mais ligado ao caminho trilhado do que à ideia de um destino definitivo. Para Hipólyto, o lançamento do EP se encaixa no momento atual da carreira e serve como ponto de contato com outras facetas do seu trabalho.

“Eu acho que o EP fala mais sobre a trajetória do que necessariamente chegar em algum lugar”

“Lançar esse EP agora fez todo sentido pro momento da minha carreira.”

Ao olhar para a trajetória construída até aqui, Hipólyto prefere falar em desejo mais do que em sonho, destacando o caráter ativo da busca por oportunidades e projetos.

“Eu acho que eu não sonhei com nada disso, eu acho que eu desejei muito”

O artista conta que o desejo impulsionou as escolhas e que, com isso, as realizações foram acontecendo. Entre teatro musical, música autoral e a roda de samba performática, Hipólyto segue ampliando caminhos e apresentando ao público diferentes versões do seu trabalho.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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