Entre 2023 e 2025 o efetivo de Guardas Municipais cresceu e ultrapassou outras corporações, alcançando o segundo lugar nacional. A Polícia Militar segue na liderança, com 413.319 profissionais em 2025.
Entre 2023 e 2025, o Brasil apresentou um crescimento significativo no número de Guardas Municipais (GCMs) em atividade. Segundo a nova edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública, essa instituição se tornou a segunda maior força de segurança do país, ficando atrás apenas da Polícia Militar.
De acordo com o estudo, a Polícia Militar continua sendo a maior corporação do Brasil, com 413.319 profissionais em 2025, um aumento em relação aos 404.871 registrados em 2023, o que representa um crescimento de 2,1%. Enquanto isso, corporações estratégicas, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal, apresentaram uma diminuição no efetivo.
A Guarda Civil Municipal se destaca como a corporação que mais cresceu no período. Seu efetivo aumentou de 95.175 para 107.457 agentes, resultando em um acréscimo de 12.282 profissionais, o que corresponde a uma expansão de 12,8% em apenas dois anos. Atualmente, as guardas municipais representam 13,1% do total de segurança pública do país, alcançando a posição de segunda maior força e superando instituições estaduais já estabelecidas, como a Polícia Civil.
Os dados também indicam que as Polícias Civis operam com apenas 55,2% da sua capacidade ideal. Esses números sugerem que as polícias estaduais, responsáveis pela maior parte do policiamento ostensivo e da investigação criminal, estão funcionando em ritmo de reposição mínima, sem ampliação significativa de sua capacidade operacional, o que pode ser atribuído a limitações fiscais para sua expansão.
Em contrapartida, a Polícia Legislativa, apesar de ter o menor efetivo e uma atuação mais restrita, foi a instituição que mais cresceu, passando de 484 profissionais em 2023 para 563 em 2025, resultando em um aumento de 16,3% no efetivo.
A análise revela que o sistema de segurança pública brasileiro está passando por um processo de recomposição assimétrica, onde há um crescimento acelerado nas instâncias menos regulamentadas, enquanto as corporações estratégicas para a investigação criminal enfrentam estagnação ou retrocesso.
Ainda não há resposta do Governo Federal brasileiro sobre o assunto, mas o espaço permanece aberto para posicionamento.
