Itabaiana · segunda-feira · 12 de outubro de 2026
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A Secretaria do Tesouro Nacional diz que a carga tributária subiu de 30,3% (2023) para 32,4% do PIB em 2025, alta de 2,1 pontos. O avanço foi puxado por tributos do Governo Central sobre renda, lucros e contribuições.

A carga tributária bruta do Governo Geral brasileiro subiu de 30,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023 para 32,4% do PIB em 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional. Esse aumento representa uma elevação acumulada de aproximadamente 2,1 pontos percentuais do PIB em dois anos, evidenciando que a arrecadação cresceu em um ritmo superior ao da economia.

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O crescimento da carga tributária é atribuído principalmente ao aumento das receitas do Governo Central, especialmente em relação a tributos sobre renda, lucros, ganhos de capital e contribuições sociais. Essa é a maior porcentagem registrada na série histórica do Tesouro Nacional, que teve início em 2010.

A evolução da carga tributária bruta (% do PIB) mostra um panorama detalhado desde 2010, com variações anuais que refletem as oscilações na arrecadação e nas políticas fiscais.

Em 2025, o aumento foi especialmente concentrado na União, com uma variação de +0,26 ponto percentual do PIB. Enquanto isso, os Estados apresentaram uma redução de -0,10 ponto percentual e os Municípios um leve aumento de +0,03 ponto percentual.

Os principais fatores que impulsionaram o crescimento da carga tributária no Governo Central incluíram o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e as contribuições previdenciárias ao RGPS. O aumento na arrecadação proveniente do IRRF está relacionado ao crescimento da massa salarial, enquanto o IOF teve alta devido a operações de câmbio e crédito. Já as contribuições ao RGPS ganharam impulso com a expansão do emprego formal e a reoneração da folha de pagamento.

Vale ressaltar que a metodologia utilizada para calcular a carga tributária foi revisada pelo Tesouro Nacional, o que permite uma melhor comparabilidade dos dados. A revisão incluiu a exclusão de receitas do FGTS e de contribuições destinadas ao Sistema S do cálculo da carga tributária bruta.

A análise das tendências da carga tributária no Brasil é fundamental para compreender o cenário econômico do país e as implicações para a população, que frequentemente questiona a relação entre a alta carga tributária e os serviços públicos oferecidos.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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