Itabaiana · domingo · 13 de setembro de 2026
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Equipes de resgate atuam na fronteira entre Nepal e Tibete após o colapso de uma geleira que arrastou gelo e rochas pela região. Moradores relataram tremores; autoridades mantêm operação de busca e socorro.

O cenário é de devastação e luto na fronteira entre o Nepal e o Tibete chinês. Nesta quinta-feira (27/8), as autoridades dos dois países atualizaram o balanço da inundação catastrófica que atingiu a região do Himalaia nas últimas 24 horas: o número de mortos saltou para 335, enquanto equipes de resgate tentaram localizar quase 1.500 pessoas desaparecidas.

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O desastre humanitário, inicialmente associado por moradores a um possível terremoto, foi na verdade provocado pelo colapso de uma geleira. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a queda massiva de gelo e rochas desencadeou uma avalanche e uma enxurrada de lama que soterraram vilarejos em questão de segundos.

A força da água destruiu pontes, estradas, usinas de energia e casas, deixando diversas comunidades isoladas. No lado nepalês, que concentrou a maioria das vítimas fatais, foram confirmados 332 óbitos, e os locais mais afetados incluíram o distrito de Rasuwa e as margens dos rios Trishuli e Bhote Koshi. No território tibetano, a destruição atingiu a área comercial e portuária de Gyirong, onde foram registradas 3 mortes.

O elevado número de turistas complicou as operações de resgate. Do total de 910 desaparecidos apontados apenas no Nepal, as autoridades informaram que mais de 700 eram estrangeiros, entre eles grandes contingentes de indianos, americanos, ucranianos, malaios, australianos, britânicos e canadenses. No lado chinês, a imprensa estatal reportou 558 pessoas sumidas, sendo pelo menos 260 de outras nacionalidades.

Especialistas destacaram que o colapso da geleira acendeu um alerta sobre os impactos do aquecimento global. Mudanças climáticas vêm fragilizando geleiras do Himalaia, aumentando a frequência de eventos extremos e a formação de lagos glaciais instáveis.

Com rodovias bloqueadas por escombros, o Exército nepalês precisou mobilizar mais de 5.000 profissionais para realizar resgates aéreos com helicópteros. Além das dificuldades logísticas e do clima instável, autoridades alertaram para o risco de uma segunda onda de inundação, causado por um bloqueio de detritos que formou uma represa natural em um ponto mais alto do rio.

Moradores de áreas ribeirinhas receberam ordens de evacuação de emergência. Para mitigar a crise humanitária, a ONU anunciou a liberação de US$ 2 milhões em fundos emergenciais, e países como Estados Unidos, Canadá e Índia ofereceram apoio.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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