Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
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An Conghui assume a Geely Automobile e planeja fabricar modelos do grupo na Europa em fábricas da Volvo. Li Shufu deixa a presidência após cerca de 40 anos, mas segue como presidente do grupo Zhejiang Geely Holding.

A Geely anunciou uma mudança no comando na última semana e já definiu passos para ampliar sua atuação na Europa. O anúncio da troca da presidência do conselho e do cargo de diretor executivo da Geely Automobile foi feito em 17 de agosto. Li Shufu, de 63 anos, deixou a presidência da Geely Automobile depois de cerca de quatro décadas à frente da companhia.

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No lugar de Li Shufu assume An Conghui, que tem entre suas prioridades aumentar a produção local de modelos do grupo no continente europeu. Li Shufu, porém, continua como presidente do conselho da Zhejiang Geely Holding, o grupo controlador que reúne os principais negócios automotivos do grupo e detém participações em marcas como Mercedes-Benz, Aston Martin e Horse.

A troca ocorre em um momento de forte expansão internacional da Geely. No primeiro semestre de 2026, o grupo vendeu 1,42 milhão de veículos, enquanto as exportações cresceram 158%, chegando a 474.228 unidades. Na China, a empresa segue como a segunda maior fabricante do país, atrás da BYD.

Um dos primeiros movimentos do novo comando será aumentar a fabricação de carros na Europa. Durante a divulgação dos resultados do primeiro semestre, An Conghui afirmou que as fábricas da Volvo no continente serão uma base importante para a estratégia internacional da Geely Automobile.

A previsão é que a produção em massa de modelos de maior porte e posicionamento premium comece em 2028. A declaração não especificou quais carros serão fabricados, mas Zeekr e Lynk & Co aparecem como candidatas naturais dentro do portfólio da Geely. Entre os modelos que podem entrar na produção europeia estão o Lynk & Co 900 e os Zeekr 9X e 8X.

A Volvo possui fábricas na Suécia e na Bélgica e está construindo uma terceira unidade na Eslováquia, dedicada à produção de carros elétricos; a fábrica deve começar a operar em 2027, oferecendo mais uma opção para aumentar a produção local no continente. Além das instalações da Volvo, a Geely formou uma joint venture com a Ford para utilizar a fábrica de Almussafes, em Valência, na Espanha, onde dois modelos da marca chinesa devem começar a ser produzidos em 2028.

A expansão europeia também visa reduzir a dependência do mercado chinês, que vive uma intensa guerra de preços. No primeiro semestre, o diretor financeiro da companhia, Dai Yong, alertou que a disputa não pode continuar no ritmo atual, pois as margens das fabricantes estão encolhendo.

O desempenho de vendas segue sendo impulsionado por modelos como o Geely EX2 (conhecido como Xingyuan ou E2 na China): o elétrico somou 226.465 unidades entregues entre janeiro e julho de 2026, embora esse total represente uma queda de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A combinação entre a mudança de comando e a expansão da produção fora da China coloca a Geely em uma nova fase enquanto a concorrência com fabricantes como BYD, SAIC, Chery e Leapmotor se intensifica.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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