Franclim Carvalho alcançou 20 partidas no comando do Botafogo com desempenho positivo, mas ainda não fechou uma escalação fixa. Foram 19 formações usadas e a mesma titularidade só se repetiu uma vez, em abril.
Franclim Carvalho completou 20 jogos à frente do Botafogo no empate com o Fluminense, alcançando um desempenho positivo em sua trajetória. No entanto, um aspecto curioso é que ele ainda não conseguiu definir uma escalação fixa para a equipe. Desde que assumiu o comando, o treinador utilizou 19 formações diferentes, repetindo o mesmo time titular apenas uma vez.
A única vez que Franclim manteve a mesma escalação foi em dois jogos do Brasileirão, em abril. No dia 18, o Botafogo venceu a Chapecoense por 4 a 1, e no dia 25, empatou em 2 a 2 com o Internacional. Embora tenha enfrentado a Chapecoense novamente na Copa do Brasil, o técnico optou por mudar a escalação.
A escalação que foi repetida conta com os seguintes jogadores: Neto, Alex Telles, Barboza, Ferraresi, Vitinho, Edenílson, Medina, Danilo, Matheus Martins, Arthur Cabral e Júnior Santos.
É importante ressaltar que, na única formação utilizada mais de uma vez, o treinador já não conta com duas peças: Neto rescindiu o contrato de forma amigável com o Botafogo e Barboza foi transferido para o Palmeiras. Nas outras 18 partidas, sempre houve pelo menos uma alteração nos 11 iniciais, refletindo a rotatividade de jogadores que Franclim tem utilizado.
No total, 34 atletas diferentes já começaram uma partida sob o comando do técnico. Entre os principais jogadores, Medina se destaca como o mais escalado, atuando como titular em 16 dos 20 jogos. Arthur Cabral aparece em seguida, com 15, enquanto Alex Telles, Ferraresi e Vitinho têm 14 cada.
As constantes mudanças na equipe estão ligadas ao contexto que Franclim encontrou ao assumir o Botafogo. Ele sucedeu Martín Anselmi e teve que fazer ajustes na equipe, além de lidar com lesões e mudanças no elenco após a Copa do Mundo.
Apesar da busca pela formação ideal, os resultados de Franclim no Botafogo são animadores. O treinador conquistou 10 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas, totalizando 35 gols marcados e 21 sofridos, resultando em um aproveitamento de 61,7%.
Esse aproveitamento é ainda mais significativo na Sul-Americana, onde o Botafogo permanece invicto, com 5 vitórias e 1 empate em 6 jogos, marcando 15 gols e sofrendo apenas 5. A equipe se classificou para as oitavas de final com a primeira colocação geral e enfrentará o Cienciano na próxima fase.
No entanto, a eliminação precoce na Copa do Brasil trouxe frustração. Após vencer a Chapecoense por 1 a 0 no jogo de ida, o Botafogo foi derrotado por 2 a 0 na volta e foi eliminado. No Brasileirão, o desempenho da equipe é mais irregular sob o comando de Franclim, com 4 vitórias, 6 empates e 2 derrotas em 12 partidas.
Desde a retomada após a pausa da Copa do Mundo, o Botafogo não conheceu derrotas, vencendo Santos e Cruzeiro e empatando com Vitória e Fluminense. Agora, a atenção se volta para a Sul-Americana, e Franclim não considera favoritismo, mesmo com a melhor campanha da fase de grupos, afirmando que o mata-mata representa uma ‘nova vida’.
O desafio para Franclim é encontrar uma formação ideal e reduzir a rotatividade, especialmente na parte decisiva da temporada. A comissão técnica pode contar com novos reforços para ajudar nessa busca. O Botafogo contratou os goleiros Warleson e Gabriel Batista, o zagueiro Lucas Monzón, o lateral-esquerdo Paulinho, o volante Domingos Andrade e o atacante Danilo Pereira. Dentre eles, apenas Warleson já atuou como titular, participando dos últimos três jogos e sofrendo apenas um gol.

