No Castelão, Fortaleza saiu com apenas um ponto (1 a 1) e frustrou a torcida após erros que custaram pontos decisivos. O time caiu para 5º e soma apenas 8 de 18 em casa sob Paulo Autuori.
Fortaleza 1 x 1 Náutico, pela 31ª rodada: a equipe voltou a cometer erros, desperdiçou pontos decisivos e frustrou a torcida na Arena Castelão nesta sexta-feira (2). A atuação preocupou por transformar a invencibilidade no returno em uma máscara para a instabilidade que persiste no time.
A 31ª rodada nem terminou, mas já se desenha como um pesadelo para o torcedor tricolor: o time dormiu sonhando com a liderança e acordou na 5ª posição. Sob o comando de Paulo Autuori, que assumiu no fim de julho, o aproveitamento do Fortaleza em casa caiu: foram só oito de 18 pontos disputados na Arena Castelão, com um triunfo e cinco empates, um retrospecto insuficiente para quem busca vaga direta entre os dois primeiros.
No jogo contra o Náutico, o roteiro foi repetido: chances claras desperdiçadas no ataque e fragilidades recorrentes na defesa. A decepção da torcida começou antes dos cinco minutos, quando uma bola nas costas de Kaio Henrique permitiu que Arnaldo cruzasse para Vinícius, livre, abrir o placar. João Ricardo nada pôde fazer no lance que expôs novamente as laterais como ponto vulnerável.
O time sentiu o golpe e passou a errar decisões. Pedro Henrique, experiente, desperdiçou duas oportunidades claras de marcar, o que ilustra a ansiedade e a falta de definição do setor ofensivo.
Na tentativa de reação, Luiz Fernando, criticado na rodada anterior por perder um gol cara a cara, empatou ainda no primeiro tempo com um belo chute no ângulo. O atacante não marcava há cinco meses e buscou uma redenção que teve caráter emocional: ele atravessa um momento delicado após a perda recente do irmão. Apesar do gol, no segundo tempo Luiz Fernando voltou a pecar na hora de definir outras chances.
Um ponto que chama atenção é a ausência de Miritello. Vice-artilheiro do time no ano, com 10 gols, o atacante argentino oferece presença de área que faz falta diante da disputa física com zagueiros. A ausência do camisa 9 pela segunda rodada consecutiva, por opção técnica, gera questionamentos, e o cenário nos bastidores indica desgaste entre o jogador e a comissão técnica. A situação ofensiva se complica ainda mais com a lesão muscular de Chico da Costa, deixando Nathan Fogaça como alternativa imediata para a função de 9.
Taticamente, o Fortaleza começou com quatro atacantes, mas a iniciativa ficou concentrada em Maílton pela direita, autor do passe para o gol de empate. Essa ideia ofensiva adiantada deixou o meio-campo mais vazio, sobretudo pela ausência de Rodriguinho à frente dos volantes, e acabou por desproteger a equipe.
Depois de perder pontos em casa contra São Bernardo, Ceará, Operário-PR, Athletic-MG e Náutico — adversários na metade da tabela — o Fortaleza tem agora a obrigação de pontuar fora contra o América-MG e vencer o CRB-AL, no Castelão. Caso contrário, colocará em risco real o objetivo maior de 2026, nas sete decisões que restam na Série B.
