Aos 27 anos, Flávia Saraiva fez a sua série mais difícil na final e subiu ao pódio no Mundial de Ginástica Artística 2026. A disputa teve alto grau técnico, com Kaylia Nemour e Skye Blakely entregando séries fortes.
Flávia Saraiva abriu o sorriso e comemorou antes mesmo da nota sair. A ginasta sabia: era preciso cravar a melhor série em uma final de nível altíssimo. E ela conseguiu. Com isso, a brasileira garantiu uma medalha no Mundial de Ginástica Artística 2026.
A final da trave teve apresentações de alto nível e resultados oscilantes. Kaylia Nemour, atual vice-campeã mundial do aparelho, abriu a disputa. Fez uma série difícil e recebeu 14,566. Logo depois, veio a americana Skye Blakely, campeã do individual geral. Ela registrou dois desequilíbrios médios e fechou com 13,633.
A italiana Manila Esposito, que já tem medalha olímpica, perdeu uma ligação. Mesmo assim, somou 14,066. A japonesa Mana Okamura caiu e teve muitos desequilíbrios. Ficou fora do pódio com 12,666. A francesa Elena Colas foi bem, com pequenos tropeços, e chegou a 14,100. Já a chinesa Qiu Qiyuan, vice-líder da classificatória, falhou em uma acrobacia e ficou em 13,633.
No meio dessa oscilação toda, Flávia manteve o controle. Entregou a série no momento decisivo e cravou o bronze. A conquista veio pela execução firme em uma final de alto nível.
O dia teve outros destaques. Rebeca Andrade voltou a brilhar e levou mais uma medalha em aparelhos. A ginasta foi tricampeã do salto e chegou à 10ª medalha em Mundiais. É mais um capítulo da sua trajetória vitoriosa.
Houve também um gesto marcante. 50 anos depois da sua histórica nota 10, Nadia Comaneci elogiou a atuação de Rebeca. Comentou sobre a qualidade da execução da brasileira.
“Execução perfeita”
O Mundial de Ginástica Artística 2026 seguiu com disputas acirradas em todas as finais. As oscilações de desempenho definiram posições e medalhas até as últimas apresentações.

