Itabaiana · quarta-feira · 04 de novembro de 2026
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Entre 17 e 27 de agosto, a Operação Mata Atlântica em Pé inspecionou 18 áreas em Sergipe, somando 98 hectares. Resultado: quatro embargos e R$ 638 mil em multas sobre 14 hectares, com apoio de inteligência geoespacial.

Mais de 10 hectares de desmatamento ilegal foram autuados em Sergipe durante dez dias de fiscalização da Operação Mata Atlântica em Pé 2026. A ação, realizada entre os dias 17 e 27 de agosto, fiscalizou 18 áreas que somam 98 hectares, resultando em quatro embargos e R$ 638 mil em multas aplicadas sobre 14 hectares. A operação aconteceu simultaneamente nos 17 estados que abarcam o bioma Mata Atlântica.

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Em Sergipe, a mobilização reuniu o Ministério Público estadual, órgãos de fiscalização ambiental e forças policiais, com uso de inteligência geoespacial. As equipes partiram de 18 alertas de desmatamento identificados por sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta, combinando análises à distância com inspeções presenciais para confirmar irregularidades.

A promotora de Justiça Aldeleine Barbosa, coordenadora da operação em Sergipe, ressaltou a atuação conjunta dos órgãos e a redução dos alertas no estado em relação aos anos anteriores.

“Sergipe obteve resultados expressivos, destacando-se pela redução dos alertas de desmatamento em comparação aos anos anteriores, o que reflete a efetividade das ações de vigilância e fiscalização implementadas pelos órgãos competentes na preservação desse bioma. No âmbito estadual, a fiscalização foi conduzida pela Adema, em parceria com o Ibama e a Polícia Militar.”

O balanço nacional da Operação Mata Atlântica em Pé 2026 será divulgado nesta sexta-feira (28), em coletiva de imprensa no Centro Universitário Dom Helder, em Belo Horizonte (MG). O evento também marca a abertura do seminário pelos 20 anos da Lei da Mata Atlântica e terá a primeira edição do Prêmio Mata Atlântica em Pé, promovido pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica.

A operação é coordenada nacionalmente pela ABRAMPA e pelo Ministério Público de Minas Gerais, com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica. Neste ano, participaram os 17 estados que possuem áreas do bioma, com ações integradas de monitoramento e fiscalização.

Estados participantes

  • Alagoas
  • Bahia
  • Ceará
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte
  • Sergipe
  • Espírito Santo
  • Minas Gerais
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Rio Grande do Sul
  • Santa Catarina
  • Goiás
  • Mato Grosso do Sul

Segundo o promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná e coordenador nacional da operação pela Abrampa, Alexandre Gaio, a iniciativa combina planejamento, atuação integrada e ferramentas tecnológicas para identificar e responsabilizar envolvidos.

“O monitoramento contínuo, aliado à fiscalização híbrida, presencial e remota, efetiva responsabilização dos infratores, tem fortalecido a proteção da Mata Atlântica e contribuído para ampliar o controle sobre o desmatamento ilegal. Esse trabalho vem sendo reconhecido como um dos fatores que tem contribuído decisivamente para a redução das taxas de desmatamento do bioma nos últimos anos.”

Dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apontam queda no desmatamento do bioma nos últimos anos. A diretora de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, avaliou os resultados e o papel da operação.

“Os resultados dos últimos anos mostram que é possível reduzir o desmatamento da Mata Atlântica quando a legislação é aplicada com rigor, há monitoramento permanente e os órgãos responsáveis conseguem agir sobre as ilegalidades identificadas.”

“A Operação Mata Atlântica em Pé tem uma contribuição muito importante nesse processo ao integrar Ministério Público, órgãos ambientais e tecnologia para transformar alertas de desmatamento em fiscalização e responsabilização. É esse esforço contínuo e articulado que precisamos fortalecer para avançar rumo ao desmatamento zero no bioma.”

As equipes utilizaram drones e ferramentas de georreferenciamento para aumentar a precisão das inspeções e reduzir o tempo entre a identificação dos alertas e a fiscalização. Quando confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos a multas, embargos, medidas administrativas e à reparação integral dos danos ambientais e climáticos. Também podem ocorrer apurações nas esferas cível e criminal e restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e ao acesso a crédito rural.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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