O longa-metragem Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamou atenção pelo orçamento de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época). O valor, solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, foi revelado pelo Intercept Brasil.
Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, Vorcaro chegou a repassar R$ 62 milhões entre fevereiro e maio de 2025. Com a crise enfrentada pela instituição financeira, entretanto, os pagamentos foram interrompidos.
O montante destinado a Dark Horse supera os padrões recentes do cinema nacional, inclusive produções premiadas como Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025). Além disso, seria suficiente para financiar 15 dos 20 últimos vencedores do Oscar de Melhor Filme.
Produções vencedoras do Oscar que custaram menos
Entre os longas que levaram a estatueta principal e foram produzidos com orçamentos inferiores a US$ 24 milhões estão:
- Moonlight (2016) – US$ 4 milhões
- Anora (2024) – US$ 6 milhões
- Parasita (2019) – US$ 11,4 milhões
- A Forma da Água (2017) – US$ 19,5 milhões
- Birdman (2014) – US$ 18 milhões
Entre os vencedores que demandaram investimentos superiores ao de Dark Horse aparecem Oppenheimer (2023), orçado em US$ 100 milhões; Os Infiltrados (2006), com US$ 90 milhões; e Uma Batalha Após a Outra (2025), que consumiu US$ 130 milhões.
Elenco e estreia
Dirigido por Cyrus Nowrasteh, Dark Horse terá Jim Caviezel no papel principal. O elenco ainda conta com Camille Guaty interpretando Michelle Bolsonaro, Edward Finlay como Eduardo Bolsonaro e Marcus Ornellas como Flávio Bolsonaro. A estreia está marcada para 11 de setembro, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
