No cara ou coroa, o goleiro e capitão Everson evitou escolher o lado indicado e alfinetou rivais, após o árbitro Lucas Casagrande pedir um capitão de linha para o protocolo. O jogo terminou 1 a 0 para o Botafogo.
O pré-jogo entre Botafogo e Atlético-MG, válido pela 34ª rodada do Brasileirão 2026, teve uma cena descontraída durante o tradicional cara ou coroa entre os capitães. A partida terminou com vitória do time do Rio de Janeiro por 1 a 0, e o momento de descontração ocorreu na sequência do protocolo pré‑jogo, quando o árbitro e os capitães foram definir o lado da moeda.
Como Everson era goleiro e capitão do Atlético-MG, o árbitro Lucas Casagrande (PR) pediu que a equipe indicasse um capitão de linha para o protocolo que determina que apenas o capitão converse com a arbitragem. Foi nesse momento que o árbitro perguntou ao goleiro se Bernard havia ficado para falar com ele.
“Não, Scarpa. Bernard nem veio”
A resposta de Everson gerou risadas entre os presentes no estádio. Em seguida, o capitão do Botafogo, Marçal, escolheu inicialmente o lado branco da moeda, deixando o azul para Everson. O goleiro, percebendo a referência à cor associada a um rival tradicional do Atlético-MG, tentou convencer Marçal a ficar com o lado azul.
“Quer ficar com o azul, não?”
Marçal percebeu a intenção da provocação ligada à cor predominante do Cruzeiro e acabou optando justamente pelo lado azul no cara ou coroa. A sequência gerou mais sorrisos e descontração no ambiente pré‑partida, antes que as equipes se concentrassem no duelo em campo.
Além do episódio do sorteio, havia um contexto de alterações na escalação do Atlético-MG. O time foi a campo com uma formação bastante modificada: o técnico Eduardo Domínguez escalou uma equipe alternativa, enquanto os jogadores titulares permaneceram em Belo Horizonte para se preparar para o confronto contra o Grêmio, pela Copa do Brasil. Esse ajuste na equipe foi parte da estratégia adotada pelo clube diante da agenda que incluía compromissos em torneios diferentes.
A cena do cara ou coroa chamou atenção por unir bom humor e a tradicional rivalidade entre clubes do futebol brasileiro, sem prejuízo ao protocolo e à formalidade exigidos antes da partida.

