Organizadores anunciaram regra que proíbe o país vencedor de receber a próxima edição se estiver em conflito armado ou em 'situação geopolítica sensível'. A EBU publicou a norma em 12/08/2026 para reforçar a segurança.
Os organizadores do Eurovision anunciaram uma atualização nas regras do concurso, que impede o país vencedor de sediar o evento no ano seguinte se estiver envolvido em um conflito armado ou em uma “situação geopolítica sensível” que possa comprometer a segurança do evento. A nova diretriz foi revelada nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, e tem como objetivo proporcionar maior clareza a todos os participantes.
A revisão das regras foi realizada pela EBU (União Europeia de Radiodifusão) como parte de um processo anual. Essa mudança surge em meio a polêmicas sobre a participação de Israel no concurso, especialmente em relação às suas ações militares em Gaza e no Oriente Médio.
Além disso, a atualização das regras impacta diretamente a Ucrânia, que está em guerra desde a invasão russa em 2022. Após vencer o Eurovision em 2022, a Ucrânia não poderá sediar o evento em 2023. Em vez disso, o Reino Unido, que ficou em segundo lugar, foi convidado a assumir a responsabilidade de sediar o concurso, em razão das questões de segurança decorrentes do conflito.
Em 2025, cinco países — Islândia, Irlanda, Países Baixos, Eslovênia e Espanha — já haviam anunciado que boicotariam o concurso de 2026, citando a inclusão de Israel como motivo para a retirada. Essa situação demonstra como as questões políticas e geopolíticas têm o potencial de influenciar eventos culturais como o Eurovision.
O Eurovision Song Contest de 2027 será realizado na Bulgária, após a cantora Dara vencer a edição de 2026, superando Israel, que ficou em segundo lugar. A contagem dos pontos do voto do público e dos júris nacionais determinou essa classificação, refletindo as novas diretrizes e o cenário atual do concurso.
