Negociações entre Washington e Teerã ganham sessão de emergência sobre o Líbano. Para ambos os lados, encerrar o conflito na região é o ponto mais urgente da pauta.
Uma sessão de emergência sobre o Líbano será incluída nas negociações entre os EUA e o Irã, que ocorrerão na Suíça. Este será o primeiro tópico a ser abordado, conforme informou um diplomata sobre a sessão.
Antes de seguir para a Suíça, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, destacou que a prioridade é avançar em um cessar-fogo no Líbano, região que voltou a ser alvo de ataques por parte de Israel. O objetivo de acabar com o conflito no Líbano é considerado “o item mais importante da agenda da delegação iraniana”, conforme uma autoridade iraniana mencionou.
“Acabar com o conflito no Líbano é o item mais importante da agenda da delegação iraniana”, afirmou uma fonte.
O Irã tem deixado claro que não avançará nas negociações com os EUA enquanto Israel continuar a bombardear o Líbano, onde ainda há um conflito ativo com o grupo Hezbollah, que conta com o apoio de Teerã.
Além da situação no Líbano, as negociações na Suíça também devem abordar o Estreito de Ormuz. No último sábado, o comando militar do Irã afirmou que fechará a passagem pelo estreito, fazendo referência à questão do Líbano. Os militares dos EUA, por sua vez, negaram a reivindicação do Irã de controle sobre o canal. O presidente Donald Trump ameaçou impor pedágios na rota marítima se um acordo com Teerã não for alcançado.
Se as conversas avançarem, a próxima fase das negociações deverá se concentrar no programa nuclear do Irã. Antes de embarcar para a Suíça, Vance expressou a expectativa de que algum progresso nas negociações nucleares possa ser feito durante o fim de semana.
No acordo provisório anterior, Teerã concordou em não adquirir nem desenvolver armas nucleares. Contudo, as partes decidiram esperar para discutir o futuro do arsenal de material nuclear enriquecido do Irã durante um período de 60 dias, destinado a negociar os termos finais. O destino deste estoque de urânio enriquecido é um dos principais pontos de discordância nas negociações, o que representa um desafio significativo.
As negociações entre as partes envolvidas são vistas como cruciais para a estabilidade na região e para o futuro das relações entre os países.
