Relatório do BC mostra que empresas públicas federais, estaduais e municipais fecharam junho no vermelho. O resultado integra uma série de déficits desde 2022, com pior marca em 2025.
As estatais brasileiras registraram um déficit de R$ 1,5 bilhão no mês de junho, conforme divulgado no relatório “Estatísticas Fiscais” pelo Banco Central nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026. Os dados abrangem empresas de diferentes níveis, incluindo federais, estaduais e municipais.
Ao analisar a trajetória do resultado primário, observam-se os seguintes déficits nos últimos anos:
- Junho de 2022: déficit de R$ 171,8 milhões;
- Junho de 2023: déficit de R$ 1,5 bilhão;
- Junho de 2024: déficit de R$ 1,7 bilhão;
- Junho de 2025: déficit de R$ 2,6 bilhões;
- Junho de 2026: déficit de R$ 1,5 bilhão.
O déficit observado em junho de 2026 foi influenciado principalmente pelo resultado das estatais federais, que apresentaram um déficit de R$ 1,8 bilhão. Em contraste, as estatais estaduais conseguiram registrar um superávit de R$ 429 milhões, enquanto as estatais municipais tiveram um déficit de R$ 60 milhões.
Além dos déficits das estatais, o relatório também revelou que o governo central e os governos regionais enfrentaram dificuldades financeiras no mesmo período. O governo central apresentou um déficit de R$ 47,2 bilhões, enquanto os governos regionais, que incluem estados e municípios, registraram um déficit de R$ 6,6 bilhões.
Assim, o setor público consolidado, que compreende a União, Estados, municípios e estatais, totalizou um déficit de R$ 55,3 bilhões em junho. Esses números levantam preocupações sobre a saúde fiscal das entidades governamentais e podem impactar a percepção dos investidores em relação à economia brasileira.
