Aos 65 anos, o artista explica por que decidiu manter sua marca registrada e reafirma o distanciamento das novelas após hiato de sete anos.
Por Redação | Rio de Janeiro Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Um dos rostos mais conhecidos da teledramaturgia brasileira, Eri Johnson abriu o jogo sobre as cobranças que sofreu no início de sua trajetória profissional. Em entrevista ao site Heloisa Tolipan, o ator relembrou que foi aconselhado por executivos da TV a remover a famosa pinta em seu rosto, sob o argumento de que o detalhe físico poderia limitar seus papéis.
“Lá no começo, sugeriram tirar para não ficar marcado como ‘aquele ator que tem uma pinta no rosto’. Eu saí da sala dele pensando: ‘Eu quero ser esse ator aí, marcado, que tem a pinta no rosto’”, revelou o artista. Para Eri, a característica tornou-se um símbolo de sua autenticidade e identidade visual diante do público.
O adeus aos folhetins
Apesar de estar celebrando sua estreia na TV com a chegada da novela “Hipertensão” (1986) ao catálogo do Globoplay Novelas, o ator foi enfático ao dizer que não pretende retornar às produções diárias. Seu último trabalho no formato foi em “Topíssima” (2019), na Record TV.
Eri Johnson explicou que a rotina exaustiva de gravações não cabe mais em seu estilo de vida atual. “Eu não tenho mais tempo para isso, não. Eu não me vejo também porque eu fui de uma época em que eu gostei muito de trabalhar em cima de felicidade… Eu não tenho tempo nem interesse em fazer novela, mas sou muito grato”, afirmou.
Foco em novos projetos
Com 65 anos recém-completados, Eri tem dedicado seu tempo a apresentações teatrais, projetos de entretenimento e participações em eventos, onde prioriza a liberdade de agenda. Para ele, o ciclo das novelas, que rendeu personagens icônicos como o Lulu de “Barriga de Aluguel” e o Reginaldo de “De Corpo e Alma”, foi cumprido com sucesso e alegria.
Aos fãs saudosos, resta acompanhar as reprises e os projetos pontuais do ator, que segue provando que sua “marca registrada” — tanto a física quanto o talento para o humor — continua intacta e valorizada.