Seis anos após doar células-tronco para uma desconhecida, o polonês Karol Zwierzinski atravessou o Atlântico para assistir ao casamento dela, nos Estados Unidos. Foi a primeira vez que os dois se encontraram pessoalmente.
Doença rara e corrida contra o tempo
A norte-americana Kaedi Cecala, hoje com 33 anos, recebeu em 2020 o diagnóstico de síndrome mielodisplásica, distúrbio sanguíneo progressivo. Sem o transplante, a expectativa era de piora contínua. Em agosto de 2021, ela entrou no sistema internacional de busca por doadores de células-tronco.
Dois meses depois, os bancos de dados apontaram a compatibilidade genética com Zwierzinski, então com 25 anos e residente na Polônia. O jovem aceitou imediatamente participar do procedimento.
Procedimento e anonimato
Após a coleta das células, as regras do programa impuseram anonimato total entre doador e receptora. Zwierzinski sabia apenas que ajudara uma mulher de cerca de 30 anos, moradora dos Estados Unidos. Do outro lado, Cecala conhecia somente o fato de o doador viver na Europa.
Contato liberado e convite inesperado
Em março de 2025, cumprido o prazo mínimo exigido, o polonês enviou a primeira mensagem. As conversas evoluíram rapidamente até que Cecala lhe fez um convite direto: estar presente no casamento marcado para 2026. Ele e a esposa, Dominika, aceitaram.
Encontro diante dos convidados
A cerimônia ocorreu neste ano em território norte-americano. O momento em que doador e receptora se abraçaram foi filmado e publicado no TikTok, ultrapassando um milhão de visualizações. Durante a recepção, Zwierzinski falou brevemente sobre a importância do cadastro de doadores: “Em algum lugar, alguém pode estar esperando por uma pessoa compatível”.
Estado de saúde
Cecala encontra-se em remissão e segue em acompanhamento médico regular, conforme protocolo pós-transplante.
Com informações de Só Notícia Boa
