Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
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Juliano Crema afirmou que a destituição de Lara Marina foi necessária e segue regras do concurso. A vice Camilly Ceccon, de Santa Catarina, deve assumir o título; organização diz que sucessão já estava prevista.

A saída de Lara Marina do posto de Miss Brasil Supranational 2026 continua repercutindo. Em entrevista, o diretor do concurso, Juliano Crema, explicou quais serão os próximos passos após a destituição da modelo e voltou a defender a decisão tomada pela organização.

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Segundo o diretor, a sucessão já está prevista na dinâmica da competição: quando a vencedora deixa de cumprir o reinado, a segunda colocada assume a função. No caso de Lara, a vice-campeã Camilly Ceccon, de Santa Catarina, deverá ficar com o título.

Lara, de 20 anos, havia conquistado o título nacional em fevereiro e, depois, representou o Brasil no Miss Supranational, na Polônia, onde terminou em terceiro lugar. A organização anunciou a destituição após tomar conhecimento da gestação e alegou descumprimentos contratuais. A modelo contestou a decisão e afirmou que não encontrou no documento uma proibição expressa para engravidar durante o período de dois anos do contrato.

“Eu acho que existe a questão de a gente ter uma relação de boa fé com a candidata. É uma coisa óbvia que todas as candidatas dos concursos de beleza internacionais sabem que competir grávida envolve várias questões, e a gente preza por segurança, não só da Lara e do bebê. Então, na realidade, esse debate de mudar palavras do contrato em relação à gravidez, eu acho que isso daí realmente a pessoa tem que ter o bom senso e agir de boa fé nessa situação.”

Na entrevista, Juliano disse não considerar o texto contratual confuso e destacou a importância do bom senso e da boa-fé nas relações entre organização e candidatas. Ele ressaltou também que a preocupação passa pela segurança da concorrente e do bebê, citando essas questões como fatores que justificam a posição da organização.

O episódio alcançou repercussão adicional pela situação de saúde da modelo. Lara foi hospitalizada após a repercussão do caso; inicialmente, seu namorado, Gustavo Rocha, afirmou que o quadro era grave. Uma atualização divulgada pela equipe informou que ela estava estável, com o bebê saudável, e que permaneceria sob cuidados médicos.

“Nós conversamos com ela, a gente troca mensagens, mas a gente já soube que agora, por ser realmente uma situação super delicada, ela optou pelo namorado ser o porta-voz dela. Então, até onde eu sei, ela não está nem mais escutando mensagens ou lendo mensagens.”

O diretor afirmou que houve troca de mensagens entre a organização e Lara, mas que o namorado passou a atuar como interlocutor diante do momento delicado. O caso também provocou debate nas redes sociais sobre maternidade e regras em concursos de beleza. Embora o Miss Supranational tenha ampliado nos últimos anos a participação de mulheres que já são mães ou divorciadas, a competição internacional ainda mantém restrições relacionadas à participação de gestantes.

A organização e a equipe de Lara mantêm posições distintas sobre a interpretação do contrato e sobre os próximos deslocamentos do título; a dinâmica prevista pela entidade indica a assunção do posto por Camilly Ceccon enquanto a situação permanecer pendente.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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