Atlético-MG reclamou da entrada que deixou Ruan Tressoldi com concussão; zagueiro saiu de ambulância para exames. O executivo Paulo Bracks considera a ação intencional e exige apuração das falhas de arbitragem.
O Atlético-MG manifestou irritação com o lance envolvendo Ruan Tressoldi durante o clássico com o Cruzeiro, no Mineirão. O defensor foi atendido e retirado do estádio de ambulância para passar por exames em hospital, após bater a cabeça e ser colocado no protocolo de concussão. O clube afirmou que, por sorte, Ruan não teve sequelas mais graves e que houve falhas na arbitragem.
O executivo de futebol do Atlético-MG, Paulo Bracks, criticou o atacante Kaio Jorge pela ação e afirmou que a atitude foi intencional. Na avaliação do dirigente, o jogador do Cruzeiro já teria repetido esse tipo de conduta em outras ocasiões e não haveria rivalidade que justificasse o gesto. Bracks também cobrou postura das instâncias de arbitragem e disciplinar para que o lance seja analisado.
“Ele tem previsão de alta e não teve nenhuma consequência pior. Foi maldade e deslealdade. Isso não vamos aceitar. Acima de tudo, é um colega de profissional. Não tem rivalidade. Não é a primeira vez que esse cidadão faz isso, nem a segunda. Pra nós, ele foi maldoso, desleal.”
Além da crítica ao autor do lance, o dirigente destacou que o VAR deveria ter sido acionado para rever o choque. Segundo o dirigente, a jogada precisa ser analisada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) como possível infração disciplinar. A defesa do clube, conforme o mesmo dirigente, será acionada caso não haja atuação de ofício das instâncias competentes.
“A gente poderia estar aqui, agora, falando de uma lesão grave na coluna. Pra nós, houve uma falhas da arbitragem, do VAR não ter chamado. O STJD precisa analisar se foi uma infração disciplinar. Pra nós, é. Não vamos aceitar. É uma indignação grande. Não vamos aceitar isso”
O dirigente informou também que o clube avaliará medidas formais junto à arbitragem e às instâncias judiciais desportivas. Entre as alternativas citadas está a possibilidade de oficiar a comissão de arbitragem para revisão do lance e do trabalho do VAR, além de consultar o departamento jurídico caso o STJD não atue por iniciativa própria.
“A gente pode oficiar a comissão de arbitragem, para análise do lance, do VAR, da equipe toda de arbitragem. Vamos consultar o jurídico, caso o STJD não agir de ofício através da procuradoria”
O episódio repercutiu no ambiente dos clubes e entre torcedores. O jogador lesionado passou por atendimento e tem previsão de alta, enquanto o Atlético-MG aguarda encaminhamentos das instâncias responsáveis para possível denúncia ou outras medidas disciplinares.

