Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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Consumidores que buscam acertar na escolha do café podem recorrer ao sistema de classificação da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). A entidade analisa qualidade dos grãos, tipo de torra e pureza da bebida antes de liberar selos que vão de “Tradicional” a “Especial”.

Tradicional e extraforte

Mais presentes no dia a dia dos brasileiros, esses rótulos priorizam preço acessível e efeito energético rápido. A torra muito escura padroniza lotes que podem conter grãos defeituosos e resulta em sabor acentuado e amargo. Quando o pacote traz a palavra “extraforte”, a torra costuma se aproximar do ponto de queima, característica que costuma agradar quem adiciona leite ou açúcar.

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Superior

Um degrau acima, o café superior tem menor quantidade de grãos imperfeitos e entrega sabor mais limpo. O amargor aparece de forma equilibrada, com notas ligeiramente suaves, funcionando como porta de entrada para quem deseja melhorar a experiência sem elevar muito o gasto.

Gourmet

Nessa categoria, prevalecem grãos selecionados, em geral da espécie Arábica. A torra média preserva óleos e açúcares naturais, oferecendo bebida mais aromática, com possíveis nuances de chocolate, castanhas ou frutas. Por apresentar menor amargor, a recomendação é provar sem adoçar.

Especial

O topo da pirâmide fica com os cafés especiais, que precisam atingir pelo menos 80 pontos em avaliação de provadores certificados (Q-Graders). Além da pontuação, o consumidor dispõe de rastreabilidade até a fazenda produtora. O resultado na xícara traz doçura elevada, acidez brilhante e sabores complexos, potencializados em métodos como Hario V60 ou prensa francesa.

Arábica x Robusta

Duas espécies dominam o mercado. A Arábica, cultivada em altitudes maiores, oferece metade da cafeína do Robusta e entrega mais aroma e sabor, sendo a preferida nos cafés especiais. Já o Robusta (ou Conilon) é mais resistente, concentra maior teor de cafeína e tem perfil gustativo terroso e amargo, amplamente usado em solúveis e blends tradicionais.

Dicas na hora da compra

  • Procure o selo da ABIC que indica Tradicional, Superior ou Gourmet.
  • Verifique a data de torra; quanto mais recente, melhor.
  • Se possível, leve grãos inteiros e moa apenas na hora do preparo.
  • Adeque o método: torras escuras funcionam bem no coador de pano; torras claras destacam-se em filtros de papel finos.

Conhecer a classificação oficial e observar o rótulo ajudam a escolher o café que mais combina com o paladar e com o método de preparo preferido.

Com informações de Guia da Cozinha

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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