Adotar uma alimentação centrada em frutas, verduras, grãos integrais e outros alimentos de origem vegetal pode diminuir em 12% a probabilidade de desenvolver Alzheimer e outras demências, aponta pesquisa divulgada em abril na revista científica Neurology.
Quem realizou o estudo
O trabalho analisou dados de 92 000 participantes e foi conduzido por uma equipe internacional liderada pela epidemiologista Song-Yi Park, do Centro de Câncer da Universidade do Havaí em Manoa, nos Estados Unidos.
Principais resultados
Além da redução geral de 12% no risco de demência entre quem seguiu dietas baseadas em plantas, os pesquisadores identificaram que:
- voluntários que melhoraram a qualidade da alimentação apresentaram queda de 11% na chance de demência;
- aqueles que passaram a comer mais ultraprocessados tiveram aumento de 25% nesse risco.
Ainda é tempo de mudar
Segundo Song-Yi Park, mesmo pessoas que começam a adotar um cardápio mais saudável em idade avançada colhem benefícios: “Descobrimos que seguir uma dieta à base de plantas, mesmo iniciada mais tarde, está associado a menor risco de Alzheimer e outras demências”, afirmou em comunicado.
O que colocar no prato
Entre os itens recomendados pelos cientistas estão:
- grãos integrais;
- frutas e verduras variadas;
- oleaginosas, como nozes e castanhas;
- óleos vegetais naturais.
Alimentos que comprometem a saúde cerebral
A equipe alerta que nem todo produto de origem vegetal é saudável. Devem ser evitados:
- ultraprocessados;
- produtos ricos em açúcares adicionados;
- alimentos com excesso de sódio e gorduras saturadas ou trans.
Orientações práticas
Para proteger o cérebro, os especialistas recomendam reduzir ultraprocessados, priorizar alimentos naturais, limitar açúcar e sal e optar por gorduras saudáveis. As escolhas diárias, reforça o estudo, contribuem para preservar memória, autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos.
