Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
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Dos doramas ao K-pop e às redes, rotinas coreanas, japonesas e brasileiras viraram tendência. Saiba como cada abordagem atua na pele e qual combina com suas necessidades.

Nas prateleiras de lojas de cosméticos, em perfumarias, nos e-commerces e nas redes sociais, nunca foi tão fácil encontrar produtos de skincare vindos de diferentes partes do mundo. Nos últimos cinco anos, especialmente, a beleza asiática ganhou ainda mais espaço entre os consumidores brasileiros, impulsionada pela popularidade dos doramas, do K-pop e pela descoberta de novos ingredientes, texturas e rituais virais.

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Com a popularização, surgiram siglas e abordagens diferentes: K-beauty (Coreia do Sul), J-beauty (Japão) e B-beauty (Brasil). Cada uma parte de contextos culturais e necessidades regionais distintas, por isso não existe um modelo universal de cuidados com a pele — a rotina ideal precisa ser individualizada conforme as necessidades e a disponibilidade de tempo de cada pessoa, como destacou a dermatologista Alexandra Nishida, da Bussade Health e membro da SBD.

K-beauty: passos típicos

  • Limpeza dupla — com cleansing oil e sabonete facial à base de água
  • Esfoliante — remoção das células mortas
  • Tônico — preparo da pele para os próximos passos
  • Essência — hidratação leve e preparo
  • Sérum de tratamento — foco em ativos específicos
  • Máscara facial — tratamento concentrado
  • Creme para a área dos olhos — proteção e hidratação local
  • Hidratante — selagem da hidratação
  • Protetor solar — proteção diária

Esse estilo, associado ao hanbang (medicina tradicional coreana), valoriza ativos de origem vegetal em concentrações variadas e a aplicação em camadas finas. Entre os pilares desse modelo estão a busca pelo equilíbrio da pele, prevenção do envelhecimento, uso de ativos multifuncionais, sinergia entre ingredientes, recuperação da barreira cutânea e resultados graduais, segundo Alexandra Nishida, que também é especialista em cuidados com a pele asiática.

J-beauty: passos essenciais

  • Limpeza — remoção de impurezas
  • Hidratação — fortalecimento da barreira cutânea
  • Proteção solar — prevenção

O Japão prioriza o minimalismo. O método combina o fortalecimento da barreira cutânea e o uso de ingredientes tradicionais com fórmulas de alta concentração e tecnologia. Marcas e tradições locais tiveram papel importante na formação desse estilo. A Shiseido, por exemplo, aponta que

“as origens desses rituais remontam à época das gueixas, que utilizavam ingredientes disponíveis na região, como chá verde e óleo de camélia”.

B-beauty: o que define o skincare brasileiro

O B-beauty é plural: a miscigenação da população e o clima tropical influenciam fortemente as preferências e necessidades. Diferentemente da Coreia e do Japão, o mercado brasileiro não tem um foco único. O bronzeado é culturalmente relevante no país, o que contrasta com a ênfase em fotoproteção presente nas rotinas asiáticas, embora a exposição solar possa causar manchas e envelhecimento precoce.

A diversidade de tipos de pele — oleosas, normais, sensíveis e secas — também orienta o desenvolvimento de produtos no Brasil. Uma vantagem do mercado nacional é a possibilidade de manipular fórmulas para atender necessidades individuais, criando rotinas mais enxutas e ainda assim completas, como observa Alexandra Nishida.

Principais ativos citados

  • Niacinamida — fortalece a barreira cutânea, ameniza linhas finas, controla oleosidade; ação clareadora, calmante e anti-inflamatória
  • Ácido tranexâmico — auxilia no controle da pigmentação e no clareamento de manchas
  • Chá verde — antioxidante, auxilia no controle da oleosidade e redução de manchas; ação anti-inflamatória e anti-idade
  • Centella asiática — protege e recupera a pele, fortalece a barreira cutânea e apresenta ação anti-inflamatória

No Brasil, a popularização das rotinas asiáticas ampliou a oferta de produtos: entre 2025 e 2026, marcas como Laneige, Medicube, Celimax, SKIN1004, TIRTIR, Curél e TOCOBO passaram a disputar espaço com nomes já consolidados como Hada Labo, Bioré e Shiseido. A tendência é que esse mercado se torne cada vez mais amplo e acessível no país — acordos econômicos entre o Brasil e a Coreia do Sul, citados recentemente, podem ampliar, ao longo dos próximos anos, o acesso dos brasileiros a cosméticos coreanos.

No âmbito regulatório, a Anvisa também assinou um memorando de cooperação técnica com a Coreia do Sul com foco na harmonização das regras para cosméticos.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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