Itabaiana · quarta-feira · 07 de outubro de 2026
⏱ 3 min de leitura

A marca premium do grupo BYD revelou o Z nas carrocerias cupê, conversível e R, com design assinado por Wolfgang Egger. Três motores entregam potência combinada impressionante e aceleração fulminante; preço já divulgado.

Quando se fala em carros espetaculares, as referências costumam ir para marcas alemãs e italianas. A Denza, marca premium do grupo BYD, quer mudar essa percepção e apresenta o Z, um superesportivo elétrico que chama atenção pela combinação de potência, design e preço anunciado.

Publicidade

O Z exibe visual assinado por Wolfgang Egger, diretor de estilo com passagens por Audi e Alfa Romeo, e oferece opções de carroceria cupê, conversível e uma versão R ainda mais esportiva. No papel, o sistema de propulsão impressiona: dois motores no eixo traseiro, cada um com 340 kW/460 cv, e um motor dianteiro de 500 kW/680 cv, totalizando 1.180 kW/1.604 cv e 126,5 kgfm de torque.

Na versão de entrada, a Denza afirma que o Z será capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 2,25 segundos e atingir 300 km/h, limite esse controlado eletronicamente para preservar a bateria. O pacote de performance busca se posicionar abaixo dos preços praticados por concorrentes ocidentais: o preço de partida deverá ser de 160.000 euros (R$ 935.000, na Europa).

Em comparação com um rival direto em potência, o Taycan Turbo GT Weissach pede cerca de 80.000 euros a mais e tem 500 cv a menos, embora mantenha vantagens em prestígio, qualidade geral e competência dinâmica, fatores que pesam em compras desse segmento.

O lançamento teve apresentação no Festival de Goodwood, no sul da Inglaterra, e a primeira experiência dinâmica ocorreu em uma pista de 3.860 metros, usada para uma breve avaliação — o circuito de Interlagos, para efeito de referência, mede 4.309 m. Não houve um teste completo: foram apenas três voltas que serviram para formar uma primeira impressão.

Capacete colocado, cinto apertado e um engenheiro como acompanhante, a sensação ao volante foi de entrega de potência forte, ainda que o mapeamento do pedal tenha sido calibrado de forma relativamente conservadora, segundo a fábrica, para evitar efeitos fisiológicos em acelerações bruscas. A impossibilidade de ativar o modo Boost contribuiu para uma sensação de anticlímax em relação ao que se esperaria de um carro com mais de 1.000 cv.

O interior privilegia dois ocupantes, com dois lugares traseiros de caráter mais simbólico e um porta-malas de 250 l. Há couro e montagem convincente, embora alguns plásticos não alcancem o nível de peças encontradas em 911 ou McLaren. Sistemas como o som hi-end e destravamento elétrico das portas constam na lista de equipamentos.

Do ponto de vista técnico, a bateria tem 76 kWh, dimensionada para evitar aumento excessivo de massa (cerca de 2,2 toneladas), e os freios cerâmicos com seis pistões à frente e quatro atrás prometem resistência à fadiga e capacidade de frenagem compatível com o desempenho anunciado. Pontos a melhorar mencionados na breve prova foram apoio lateral dos bancos e comunicação da direção, além da interferência dos controles eletrônicos de chassi em saídas de curva mais agressivas.

Fica por verificar, em um teste posterior mais completo, se os números anunciados no papel se traduzem integralmente na estrada e como o conjunto se comporta em condições mais variadas e com modos de performance liberados.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10392 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.