O cirurgião bucomaxilofacial Guilherme Henrique Raulino Brasil, de Palhoça, na Grande Florianópolis, decidiu fixar taxa simbólica de R$ 1 para continuar realizando cirurgias de reconstrução facial em pacientes de baixa renda. A medida foi anunciada após o profissional ser denunciado por colegas ao Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC) por oferecer os procedimentos sem custo.
Denúncia e adequação às regras
Segundo Raulino, a legislação odontológica proíbe a oferta de cirurgias totalmente gratuitas. As reclamações partiram de outros dentistas, não dos pacientes. Em vídeo divulgado na semana passada, o profissional informou que, caso o paciente não disponha de R$ 1, o valor poderá ser quitado com alimentos como pão ou ovos, prática já adotada anteriormente.
Projeto Leozinho atendeu quase 400 pessoas
Desde 2021, o dentista mantém o Projeto Leozinho, voltado a pessoas com tumores, deformidades ou sequelas de acidentes que necessitam de reabilitação funcional e estética. O programa já beneficiou aproximadamente 400 pacientes, incluindo a remoção de um tumor de 700 gramas no rosto de um homem com neurofibromatose.
Origem da iniciativa
Raulino criou o projeto após fazer uma promessa quando seus filhos gêmeos estavam internados em uma UTI neonatal. Ele se comprometeu a ajudar, sem custos, pessoas que não pudessem arcar com tratamentos complexos.
Posicionamento do profissional
Em nota, o cirurgião reafirmou que sempre atuou com responsabilidade e dentro das normas éticas. “As cirurgias ofertadas gratuitamente fazem parte de uma iniciativa social séria, construída com dedicação e propósito legítimo. Confio plenamente na apuração dos fatos”, declarou.
Com a cobrança simbólica, Raulino pretende manter o atendimento às famílias carentes enquanto aguarda o desfecho das investigações abertas no CRO-SC.
Com informações de Só Notícia Boa
