Esquema criminoso utilizava inteligência artificial para simular a voz de celebridades e aplicar golpes milionários.
Uma investigação revelou um sofisticado esquema de fraude que utilizava a tecnologia Deepfake para simular a voz de celebridades e aplicar golpes financeiros no valor estimado de R$ 20 milhões. A quadrilha usava inteligência artificial para criar áudios falsos, imitando vozes de personalidades muito conhecidas, como a modelo Gisele Bündchen e a ex-BBB e cantora Juliette.
O golpe consistia em entrar em contato com vítimas, geralmente pessoas de alto poder aquisitivo, utilizando a voz clonada das famosas para solicitar transferências bancárias urgentes ou investimentos em oportunidades falsas. A credibilidade das celebridades era usada como isca para convencer as vítimas a agirem rapidamente, sem checar a veracidade das informações.
O caso acende um alerta sobre os perigos da tecnologia Deepfake e como ela pode ser utilizada para fins criminosos. As autoridades têm investigado a origem do bando e a forma como conseguiram desenvolver e aplicar o software de clonagem de voz, destacando a necessidade de maior segurança e verificação em comunicações digitais. O prejuízo milionário demonstra a seriedade e o alcance dessa nova modalidade de fraude.