Itabaiana · domingo · 13 de setembro de 2026
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Começou 2026 contratando Gerson por R$176 milhões e fazendo outros investimentos que elevaram a folha. Quedas precoces nas copas pressionam receitas e podem deixar o ano sem títulos compensadores.

Uma temporada que começou sob grandes expectativas segue sem o título de maior expressão para o Cruzeiro. O clube voltou a fazer investimentos altos em reforços e elevou a folha salarial, mas deve encerrar o ano sem conquistas que compensem financeiramente essas despesas. Quedas precoces nas copas também impactaram as receitas previstas.

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O Cruzeiro abriu 2026 com a contratação de Gerson por R$ 176 milhões, quantia que foi apontada como o segundo maior investimento da história do futebol brasileiro. Na primeira janela, além de Gerson, houve a chegada do atacante Chico da Costa — em um trecho do texto foi informado que o atacante custou R$ 5,5 milhões — e na relação final de reforços aparece Chico da Costa com valor de R$ 5 milhões.

No meio do ano, houve aquisições por empréstimo e permanências temporárias: João Costa gerou custo de R$ 7 milhões pela cessão, segundo levantamento sobre os custos. Gabriel Pec, Gabriel Rojas e Zé Lucas foram contratados de forma definitiva para suprir lacunas no elenco. Somando as duas janelas, o investimento em contratações foi apontado em R$ 303 milhões, entre valores já quitados e parcelas a pagar.

O aumento nos gastos com jogadores refletiu na folha salarial, que também cresceu em razão das renovações contratuais de atletas como Kaio Jorge e Matheus Pereira. O gasto mensal do clube foi informado em torno de R$ 30 milhões, posicionando a folha entre as maiores do país.

“Autocrítica de elenco, diretoria e comissão”

Romero cobrou o clube em relação às eliminações nas competições, conforme trecho divulgado. Além das contratações, o clube gastou com a rescisão do contrato do técnico Tite e desembolsou cerca de R$ 15 milhões para contratar Artur Jorge, então empregado no Al Rayyan.

As metas esportivas e financeiras também ficaram aquém do planejado. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro esperava, no mínimo, alcançar as semifinais; a eliminação nas quartas de final representou perda de R$ 9 milhões em premiação mínima, valor equivalente ao recebido pelas fases anteriores. A chegada à final garantiria, ao menos, R$ 34 milhões, enquanto o campeão receberia R$ 78 milhões.

Na Copa Libertadores, a meta mínima igualmente era a semifinal. A eliminação nas oitavas levou à perda de R$ 20 milhões em potencial receita; o clube terminou a participação com prêmio acumulado de R$ 16,5 milhões.

A única meta esportiva alcançada foi o título do Campeonato Mineiro, competição que não traz premiação financeira relevante. No Campeonato Brasileiro, o objetivo informado pelo clube segue sendo a vaga direta para a próxima edição da Libertadores.

Reforços do Cruzeiro em 2026

  • Chico da Costa – R$ 5 milhões
  • Gabriel Pec – R$ 60 milhões
  • Gabriel Rojas – R$ 30 milhões
  • Gerson – R$ 176 milhões
  • João Costa – R$ 7 milhões (empréstimo)
  • Zé Lucas – R$ 25 milhões
  • Bruno Rodrigues, Lucho Rodríguez e Wesley – empréstimos sem custos

Os números apresentados consideram diferentes fontes de gastos e formas de pagamento (à vista, parcelado e empréstimos). A combinação entre alto investimento em elenco e eliminações precoces nas copas explica o descolamento entre o orçamento projetado e o resultado financeiro efetivo nesta temporada.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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