O cavalo Caramelo, que se tornou símbolo das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, leva hoje uma vida tranquila no campus da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas. O animal ganhou visibilidade em 9 de maio de 2024, quando foi retirado do telhado de uma residência parcialmente submersa no bairro Mathias Velho, após permanecer cerca de quatro dias ilhado.
Resgate complexo
A operação de salvamento foi conduzida pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo, com suporte de veterinários. Por estar debilitado e pesar aproximadamente 500 quilos, Caramelo foi sedado, deitado em um bote e recebeu medicação e soro durante o transporte até área segura, onde continuou em tratamento veterinário.
Nova rotina no campus
Desde 2024, o cavalo ocupa uma baia na Ulbra à noite e pastoreia livremente durante o dia. Segundo a médica-veterinária Laura Martins Cezimbra, coordenadora do hospital veterinário da universidade, Caramelo engordou cerca de 100 quilos desde a chegada. “Ele estava muito magro quando veio para cá. Agora está bem alimentado e com outra aparência”, afirma.
Estudantes estagiários realizam a escovação diária do animal, prática que contribui para o bem-estar dele. Caramelo também passou a receber cenoura e alfafa na dieta, além de aproveitar a ampla área verde do campus.
Atração para visitantes
O cavalo tornou-se ponto de interesse para grupos agendados, principalmente em períodos de férias escolares. Já participou de eventos em Porto Alegre, incluindo presença recente no Jockey Club. Apesar da atenção, mantém comportamento dócil e não apresenta sinais de trauma ligados à enchente, segundo a equipe da Ulbra.
Caramelo segue chamando a atenção pelo porte mais robusto e pelo temperamento calmo, reforçando a imagem que conquistou durante a tragédia climática que atingiu milhões de gaúchos em 2024.
Com informações de Só Notícia Boa
