A primeira parcela do 13º sai até 30 de novembro; a segunda, até 20 de dezembro. Com juros altos, avalie quanto custa seu dinheiro antes de quitar dívidas, guardar ou investir, alerta Polianna Carrijo (Ademicon-Aracaju).
Com a proximidade do pagamento do 13º salário, milhões de brasileiros começam a planejar como usar o valor extra no fim do ano. A primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro, enquanto a segunda tem prazo até 20 de dezembro. Em um cenário de juros elevados, a decisão entre quitar dívidas, guardar recursos ou começar a formar patrimônio depende de um fator central: o custo do dinheiro.
Para Polianna Carrijo Campos, licenciada da Ademicon em Aracaju, a principal questão não é apenas escolher onde aplicar o benefício, mas entender o impacto financeiro de cada alternativa. Identificar qual dívida tem os juros mais altos é o primeiro passo antes de decidir o destino do 13º.
“O mesmo valor pode estar te custando 400% ao ano numa dívida de cartão ou pode virar o começo de um patrimônio. A diferença está em saber quanto cada real custa.”
Dados do Banco Central referentes a junho de 2026 mostram que a taxa média do rotativo do cartão de crédito chegou a 442,4% ao ano, enquanto a do cheque especial alcançou 139,8%. Nesse contexto, usar o 13º para reduzir ou quitar essas obrigações pode representar uma economia significativa.
“Quem paga a dívida do cartão com o 13º está fazendo o melhor investimento possível naquele momento.”
Para quem já mantém as contas equilibradas, a orientação é avaliar a formação de uma reserva de emergência. Esse dinheiro deve ficar em uma aplicação de baixo risco e com fácil resgate, para evitar que imprevistos — como despesas médicas ou manutenção do veículo — gerem novo endividamento.
Superadas essas prioridades, o 13º pode ser direcionado a objetivos de médio e longo prazo, como a compra de um imóvel ou a construção de patrimônio. Existem caminhos diferentes para essas metas: compra à vista, financiamento e consórcio, e cada modalidade traz custos, prazos e características próprias que precisam ser avaliadas antes da escolha.
Sobre consórcios, é importante preservar a informação sobre custos e funcionamento: não há cobrança de juros, mas existe taxa de administração, e a contemplação ocorre por sorteio ou lance, sem data garantida. O 13º salário pode ser usado como lance para tentar antecipar a contemplação ou para ajudar no pagamento das parcelas.
Polianna ressalta a importância de analisar cada caso individualmente e buscar orientação antes de decidir:
“Nosso atendimento é consultivo. Assim, levando em consideração a realidade de cada cliente, chegamos na melhor opção para o seu momento de vida.”
O maior erro, segundo a especialista, é tomar decisões motivadas apenas pelo impulso de consumo típico do fim de ano. Com metas claras, comparar alternativas e calcular o custo real de cada opção são passos essenciais.
“Ninguém acorda querendo contratar um consórcio, financiamento ou aplicação. A gente quer a casa, a tranquilidade, o futuro dos filhos. O produto é só o caminho, e o melhor caminho é o mais barato para chegar lá.”
Antes de gastar o 13º, verifique prazos (30 de novembro e 20 de dezembro), identifique dívidas com juros elevados, considere formar uma reserva de emergência e analise cuidadosamente opções como consórcio, financiamento ou aplicação. Entender quanto custa cada real ajuda a transformar o benefício em alívio financeiro ou em um passo rumo a objetivos maiores.
