Derrotado por 6 a 1 pelo Cienciano, o Botafogo vê a vaga ameaçada nas oitavas da Sul-Americana. Para reverter o placar, terá de conseguir algo que nunca aconteceu em torneios da Conmebol.
Após a derrota por 6 a 1 para o Cienciano, na noite desta quinta-feira, o Botafogo enfrenta um cenário extremo nas oitavas de final da Sul-Americana. Para avançar, a equipe precisará de uma virada sem precedentes em competições da Conmebol.
Não há registro de time que tenha revertido um confronto depois de perder o jogo de ida por cinco ou mais gols de diferença. As maiores viradas da história dos torneios continentais ocorreram após derrotas de até três gols.
Entre os casos mais lembrados, na Libertadores de 1993 o Sporting Cristal perdeu para o El Nacional por 3 a 0 na ida e venceu por 4 a 0 na volta. Em 1999, o Cerro Porteño reverteu um 3 a 0 diante do Estudiantes com uma vitória por 4 a 0. Situações semelhantes se repetiram com o Bolívar, em 2000, e com o Libertad, em 2003.
Na Sul-Americana, dois confrontos chegaram perto de uma reviravolta. Em 2015, o Melgar perdeu por 5 a 0 para o Junior Barranquilla na ida e venceu por 4 a 0 na volta, sem conseguir a classificação. Em 2017, o Danúbio perdeu por 3 a 0 para o Sport e devolveu o mesmo placar na volta, mas foi eliminado nos pênaltis.
A tarefa do Botafogo é dura. Depois da goleada sofrida em Cusco, a 3.400 metros de altitude, o time precisa marcar pelo menos cinco gols no Nilton Santos para levar a decisão aos pênaltis. Para avançar no tempo normal, serão necessários seis.
No primeiro jogo, o Cienciano marcou com Succar (duas vezes), Bandiera e Martinich no primeiro tempo, e novamente com Succar e Bandiera no segundo. O Botafogo descontou com Matheus Martins, em cobrança de falta.
O jogo de volta está marcado para a próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro.
