O técnico do Uruguai atacou a medida da FIFA de incluir paradas para hidratação na Copa do Mundo. Para Bielsa, jogar em quatro períodos desvirtua o esporte.
O técnico da seleção do Uruguai, Marcelo Bielsa, fez críticas contundentes às pausas para hidratação que foram introduzidas em cada tempo das partidas da Copa do Mundo. Segundo Bielsa, essas pausas não trazem benefícios ao futebol e, na verdade, destroem a essência cultural que caracteriza o esporte.
A FIFA implementou pausas de três minutos para hidratação devido às altas temperaturas enfrentadas nas cidades-sede do torneio, que inclui Estados Unidos, Canadá e México. No entanto, essa decisão gerou divisões de opinião entre jogadores e treinadores.
“Jogar quatro vezes em vez de duas altera a concepção do que havia sido construído culturalmente para interpretar o futebol”, afirmou Bielsa em uma coletiva de imprensa antes do jogo deste domingo (21) entre Uruguai e Cabo Verde.
Os críticos argumentam que as interrupções, que dividem o jogo em quatro partes, servem principalmente para que as emissoras de televisão possam lucrar com intervalos comerciais mais longos. Esse ponto gerou discussões acaloradas entre os puristas do esporte, que defendem a manutenção das características tradicionais do futebol.
“Essa mudança de cultura não acrescenta nada e tira muito. Direi apenas que, antes dessa decisão, o futebol tinha uma característica, agora tem outra. As pessoas se apaixonam pelo jogo por causa de suas características”, completou Bielsa.
O Uruguai entrará em campo para enfrentar Cabo Verde em seu segundo jogo na Copa do Mundo, em um grupo bastante equilibrado, onde todas as quatro equipes estão empatadas com um ponto cada. O desempenho da equipe e as estratégias adotadas, incluindo a adaptação a essas novas regras, serão observados com atenção por torcedores e críticos do futebol.
Embora a FIFA tenha introduzido tecnologias como o VAR, que são bem vistas e valorizadas, Bielsa ressalta que a intenção por trás das pausas para hidratação não é a mesma. Ele enfatiza que as conclusões que está tirando não são apenas suas, mas sim um sentimento compartilhado entre muitos envolvidos no futebol.
